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Cena do filme "John Wick - Um Novo Dia Para Matar"
Lançado em 2014, o filme John Wick – que no Brasil ganhou o título De Volta ao Jogo – se tornou um sucesso surpresa entre a crítica, ao aliar as convenções de um filme de ação a um estilo visual exuberante e uma tentativa de construir um universo fechado: um mundo de mistério e intriga, onde assassinos a serviço da máfia são pagos em moedas de ouro e, quando perseguidos, podem se refugiar em um hotel em Nova Iorque, espécie de santuário. Com o sucesso do filme, era natural que o diretor e produtor Chad Stahelski logo voltasse com uma continuação.

John Wick 2 – curiosamente, agora optou-se por seguir o título americano – começa onde o primeiro filme termina, com o assassino John Wick (um impávido Keanu Reeves) concretizando sua vingança sobre os mafiosos russos que mataram seu cachorro. Tudo que ele quer, agora, é voltar para casa e aproveitar sua aposentadoria, mesmo que isso signifique recusar uma antiga dívida cobrada pelo mafioso Santino d’Antonio (Riccardo Scamarcio). A recusa de John o colocará em rota de colisão com a máfia italiana Camorra, pondo sua vida em perigo.

Poster do filme "John Wick - Um Novo Dia Para Matar"Estamos aqui falando da feliz continuação que escolhe os pontos mais bem-sucedidos do filme original e os amplifica a seu extremo lógico. As cenas de luta belamente coreografadas do primeiro filme são aumentadas em várias magnitudes, com uma engenhosa cena de combate em três tempos coroando o excelente trabalho de edição do filme. O clima sombrio e elegante do filme, filmado no interior de sofisticados hotéis em Nova Iorque e Roma, é uma progressão natural da ambientação do primeiro longa. Finalmente, o cenário que John Wick habita – um mundo de mafiosos aristocráticos e austeros caçadores de recompensa, vivendo de acordo com regras firmadas em sangue – é dramaticamente desenvolvido nesse segundo filme, e muito de sua diversão está em descobrir mais sobre as regras misteriosas que John precisa seguir – ou poderia estar ele acima das regras?

Sem se afastar consideravelmente da estética do primeiro filme, o longa até abre um certo espaço para a inovação, no inteligente uso de legendas, que... bom, digamos que desde a primeira cena, o espectador verá que não são legendas tradicionais. Pode parecer um pequeno detalhe, mas é uma dentre muitas decisões que tornam este John Wick 2 um dos mais delirantes (e delirantemente bons) espetáculos visuais dos últimos tempos. Descontado um leve problema de ritmo – o filme nunca consegue realizar de forma efetiva a transição entre sequências de extrema violência e cenas de diálogo bastante lentas – John Wick 2 se equipara ao filme que o precedeu e se oferece como uma boa opção para se assistir entre dois filmes de Oscar.

Por Franco Alencastro

Nota: 8,5


Ficha Tecnica

John Wick – Um novo dia para matar (John Wick: Chapter Two) – 122 min.
EUA, 2017
Direção: Chad Stahelski
Roteiro: Derek Kolstad
Elenco: Keanu Reeves, Lawrence Fishburne, Ian McShane, Bridget Moynahan, Riccardo Scamarcio, John Leguizamo

Estreia: 16/02


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