0

Compartilhe este conteúdo |
Cena do filme "Max Steel"Tentando pegar uma evidente carona nos corriqueiros sucessos de bilheteria dos filmes de ação dos últimos anos, baseados em histórias em quadrinhos ou refilmagens, Max Steel, de Stewart Hendler, é mais um daqueles filmes do imaginário infantil baseado na jornada do herói e uma tentativa de criar um cânone para a feitura de sucessivas continuações. Mas o filme desliza feio em quase todos os quesitos e faz de uma prazerosa ida ao cinema, em uma penosa observação de inúmeros furos na história e ação de péssima qualidade.
Max McGrath (Ben Winchell) é um adolescente de apenas 16 anos que busca se adaptar as inúmeras mudanças de cidade que sua mãe Molly McGrath (Maria Bello) implica a ele, retornando para sua antiga casa, na cidade onde o pai de Max um dia trabalhou e morreu em um acidente com circunstâncias desconhecidas. Pois bem, a virada da história se dá pelo fato de que Max começa a emitir pelo seu corpo, uma espécie de energia liquida de cor azul, capaz de alterar equipamentos eletrônicos ao redor e também sua saúde.

Poster do filme "Max Steel"Ao adentrar na história, com as descobertas do que está acontecendo e a conectividade de todo enredo com seu pai, Max passa a conhecer uma criatura extraterrena falante de metal chamada Steel, que flutua ao seu lado fazendo piadinhas, tentando ser a veia cômica do filme e também sendo perseguidos por uma corporação sem ficar exatamente claro o porquê. As explicações necessárias para a clarificação do enredo do filme, se passa de maneira muito rápida, ao longo de um dia dentro do filme, onde tudo parece ser muito óbvio e sem causar nenhuma estranheza aos personagens, como quando ele descobre superpoderes junto a Steel em minutos ou quando enfrenta um tornado próximo a cidade sem nenhuma autoridade ser atraída pelo evento, nem mesmo os perseguidores de Max e Steel.

O pior mesmo fica na tentativa de se criar um par romântico, necessárias para quase 100% dos filmes feitos pelas grandes produtoras americanas, onde a belíssima personagem incumbida de ser o par de Max, aparece absolutamente de repente em inúmeras vezes e que se vê atraída pelo nosso herói a primeira vista, mas fica quase impossível engolir com naturalidade o romance dos dois.

O final do filme quase beira ao pastelão, com aqueles finais onde já se viu nos divertidos filmes de ação adolescente dos anos 80 e quase chega a dar vergonha alheia, em ver o renomado ator Andy Garcia, de inúmeros filmes premiados, interpretando o mais caricato vilão. Arrancando risadas em alguns momentos, com diálogos absurdos e uma tentativa de batalha que dá uma ideia de que o filme contava com poucos recursos, em comparado aos orçamentos exorbitantes de filmes semelhantes a Max Steel.

Por Lucas Scalioni

Nota: 4 


Ficha Técnica

Max Steel – 88 min.
EUA - 2017
Direção: Stewart Hendler
Roteiro: Christopher Yost
Elenco: Ben Winchell, Maria Bello, Andy Garcia,
Ana Villafañe

Estreia 26/01



 
Compartilhe este conteúdo |

O Cinema está na Rede e também no Twitter O Cinema está na Rede e também no Facebook

Postar um comentário

 
Top