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Cena do filme "Rogue One - Uma História Star Wars"
Lançado ano passado, o episódio 7 da saga Guerra nas Estrelas reacendeu a velha franquia, trazendo de volta os antigos fãs com promessas de uma continuação da história original e conquistando uma legião de crianças e adolescentes que não conheciam nomes como Luke, Leia, Han e Darth Vader. Enquanto o episódio 8 não estreia, a Disney – detentora dos direitos sobre a marca desde 2012 – lança este Rogue One, espécie de aquecimento para os fãs antigos e novos, contando uma história passada entre os episódios 3 e 4.

No filme, Jyn Erso (Felicity Jones) é filha do engenheiro Galen Erso, recrutado a contragosto para construir aquela que será a arma definitiva do Império Galático: a Estrela da Morte, estação espacial capaz de destruir planetas inteiros. Criada pelo guerreiro ermitão Saw Gerrera (Forest Whitaker), Jyn é resgata de ser capturada pelo Império pela Aliança Rebelde, que lhe revela que seu pai busca passar os segredos da Estrela da Morte para os rebeldes, para que estes tenham alguma chance de destruí-la. Jyn é, então, escalada para ser a intermediária nessa transação, ao mesmo tempo em que tenta encontrar uma forma de salvar o seu pai – que, no final do dia, permanece um inimigo.

"Rogue One": Um Star Wars "realista" com excesso de batalhas, mas ainda assim bom 


Diferentemente do episódio 7, que repisou a trama de Uma Nova Esperança com poucas alterações, Rogue One representa uma adição vigorosa ao universo Star Wars ao abordar novos temas e gêneros cinematográficos. Diferentemente do tom “épico” dos filmes anteriores, Rogue One foca bem mais no efeito que a guerra tem sobre pessoas comuns, sem inclusive abrir mão de matar personagens importantes (e isso é tudo que direi sobre o assunto), e sobre os sacrifícios de se arriscar tudo por um ideal, o que, no conturbado momento político vivido ao redor do mundo, torna esse um filme curiosamente relevante. 

Assim, pega-se a impressão de que quase nenhum personagem da história está lá porque quer: Jyn Erso diz não ver diferença entre as táticas do Império e dos Rebeldes, seu pai (o sempre bom Mads Mikkelsen) trabalha contra sua vontade em um projeto que sabe que matará bilhões, e até Krennic, responsável por entregar o projeto da Estrela da Morte, é mais um burocrata insatisfeito com seu trabalho do que algum vilão interessado em fazer o mal pelo mal. 
 
Toda essa ambição de fazer um filme 'realista' cobra seu preço: recheado de batalhas, o filme é mais Wars do que Star. Em certos momentos, particularmente quando se aproxima do clímax, o excesso de cenas de guerra começa a prejudicar o filme, que também peca por sua longa duração. Ainda assim, o longa vale o preço de entrada: é o filme mais complexo da saga até hoje e o melhor desde O Retorno de Jedi (ou talvez desde A Vingança dos Sith), além de oferecer um prato cheio para os fãs ao ligar o filme a outros episódios por inúmeras referências visuais, que chegam ao seu ápice em uma cena de epílogo boa demais para se estragar. Definitivamente, a força está com o diretor Gareth Edwards.

Por Franco Alencastro

Nota: 8


Ficha Técnica

Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One – A Star Wars Story) – 134 min.
EUA, 2016
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Forest Whitaker, Mads Mikkelsen

Estreia 15/12
 
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