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O jovem instrutor de caratê Michael Boyum, um sujeito bobalhão mas de bom coração, se apaixona por Michelle e os dois rapidamente engatam um namoro com tudo para dar certo. Até que vem a notícia: Michael é diagnosticado com leucemia, o que o deixa com pouco tempo de vida. Diante dessa perspectiva devastadora, Michael contará com o apoio de Michelle até o fim e com uma força igualmente poderosa: a fé em Deus.

Se não fosse baseado em uma história real, Para Sempre, novo filme do diretor Michael Linn (do pouco conhecido Imprint, de 2007) poderia passar por uma espetacular jogada de marketing: um enredo que mistura as comédias românticas para o público adolescente, como o recente sucesso A Culpa é das Estrelas, com o filão de cinema cristão que tem atraído grandes públicos no Brasil. A produção, no entanto, procura se esquivar de clichês do gênero para retratar fielmente a história de Michael, contando com sua família na produção-executiva e com alguns de seus amigos fazendo pontas no filme. Também o ângulo cristão, embora ostensivo em certos momentos, dà margem à discussões interessantes sobre fé, quando Michael conhece, no hospital, o escultor ateu Fenton (James Stephens III, excelente) que o faz duvidar da existência de Deus.

Infelizmente, apesar de suas boas intenções, o filme é prejudicado por uma produção que, embora correta, nunca sai da mesmice: fotografia e trilha sonora, entre outros aspectos técnicos, são pouco inspirados; o trabalho do diretor Linn, que também assina o roteiro, tampouco chama atenção visualmente. 

Poster do filme "Para Sempre"
O filme se apóia, então, sobretudo no trabalho dos atores que, hà que se reconhecer, suam a camisa para que o longa dê certo. Se o filme parece, em alguns momentos, mais preocupado com a fé de Michael do que com seu relacionamento com Michelle, deixando o lado romântico do filme menos explorado do que deveria ser, o par principal (formado por Stephen Anthony Bailey e Madison Lawlor, ambos em seus primeiros papéis como protagonistas) tem uma boa química e consegue entregar cenas tocantes. A tenacidade dos personagens até o final do filme (creio que o leitor já imagina como a história termina) tem algo de contagiante e é difícil sair do longa de mau humor: Apesar de seu evidente apelo comercial, o filme parece nascer mais do desejo de fazer mais pessoas conhecerem uma bonita história do que de ganhar dinheiro. Mesmo assim, o longa será de interesse limitado para aqueles que se encontram fora do público-alvo adolescente ou religioso.

Por Franco Alencastro

Nota: 6,5


Ficha Técnica

Para Sempre (Until Forever) – 100 min. 
EUA – 2016
Direção: Michael Linn
Roteiro: Michael Linn
Elenco: Stephen Anthony Bailey, Madison Lawlor, Jamie Anderson, Susan Chambers, Allison Berg, James Stephen III

Estreia:

 

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