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As estatísticas de violência contra mulheres no Brasil são assustadoras. Mas números, por mais acachapantes que sejam, são frios. Por isso, a diretora Paula Sachetta decidiu dar voz às vitimas no documentário Precisamos Falar do Assédio, que teve pré-estreia no Cine Arte UFF, em Niterói – RJ na quarta-feira, 5 de outubro.  A sessão, seguida de debate que contou, além da diretora, com a psicóloga da Universidade Federal Fluminense Cristine Mattar, atraiu muitas mulheres e alguns homens, que se emocionaram com os depoimentos.

São 26 testemunhos selecionados dentre 140, gravados em sete dias, em São Paulo e Rio de Janeiro em março deste ano, em uma van convertida em estúdio.  Entre os casos, há desde cantadas de mau gosto proferidas por desconhecidos a estupros cometidos pelo próprio irmão, pai ou avô. Algumas mulheres preferiram cobrir o rosto, o que mostra a vergonha que muitas ainda sentem por terem sido vítimas de tamanha violência. Muitas revelaram estar falando sobre o assunto pela primeira vez.

Mais do que um filme, Precisamos Falar do Assédio é um projeto presente em diversas plataformas, amplificando seu alcance. No site www.precisamosfalardoassedio.com é possível assistir a todos os depoimentos e ainda enviar outros. Também há links para serviços de assistência e psicologia, além de endereços de Delegacias da Mulher.

Lamentável é o fato do pouco espaço encontrado no circuito exibidor. Segundo Sachetta, a maioria dos cinemas sequer respondeu seu email sobre a possibilidade de encaixar seu filme na grade. Mais uma razão para reafirmar: precisamos falar do assédio.

Por Gilson Carvalho

Ficha Técnica
Precisamos Falar do Assédio – 80 min.
Brasil – 2016
Direção: Paula Sachetta


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