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Cena do filme "Cemitério do Esplendor"
Mais do que contar uma história, Apichatpong Weerasethakul busca provocar sensações e colocar em cheque as noções entre realidade e imaginação. No seu mais recente filme, Cemitério do Esplendor, o diretor tailandês alterna esses momentos para discutir questões atuais que afetam seu país e o mundo. 

No interior da Tailândia, em uma pequena escola transformada em hospital, soldados que sofrem de uma estranha doença que os faz dormir o tempo todo são tratados por uma equipe médica modesta, que não faz ideia do que causa o mal. Por isso, experimentam diversas abordagens, como uma espécie de cromoterapia e até deixam uma medium, Keng (Jarinpattra Rueangram),  tentar ler os sonhos e pensamentos dos pacientes.

"Cemitério do Esplendor" aborda a realidade através do sonho e põe em cheque velhas dualidades


Uma voluntária, Jen (Jenjira Pongpas) se afeiçoa a um dos soldados, Itt (Banlop Lomnoi) e passa longas horas com ele. Quando está desperto, o rapaz compartilha sua história e planos com a senhora. Um forte vínculo se estabelece entre eles, e com a ajuda de Keng, Jen explora o universo interior de Itt.  

Para o espectador desavisado, Cemitério do Esplendor parecerá lento e sem propósito. Mesmo para os apreciadores do diretor ou desse tipo de cinema, ficará a sensação de um filme longo demais (cerca de duas horas). Muitas questões colocadas pelo diretor passarão desapercebidas, porque falam da realidade da Tailândia, tão distante de nós quanto pode ser sonho e realidade. 

Por Gilson Carvalho

Nota 6


Ficha Técnica

O Cemitério do Resplendor (Rak ti khon kaen)  - 122 min.
Tailândia/Reino Unido/Alemanha/França/Malásia – 2015
Direção: Apichatpong Weerasethakul
Roteiro: Apichatpong Weerasethakul
Elenco: Jenjira Pongpas, Banlop Lomnoi, Jarinpattra Rueangram, Sakda Kaewbuadee

Estreia: 17/03


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