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Cena do filme "Iván"
Iván, documentário que conta a história de um refugiado ucraniano que escapou da  Segunda Guerra Mundial e retornou a seu país apenas 68 anos depois, teve sua pré-estreia no dia 19 de novembro, no Cine Odeon, centro do Rio de Janeiro. Presentes, o diretor Guto Pako, a produtora Andrea Kaláboa, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, a chefe do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR / ONU) em São Paulo, Izabela Mazão, e o escoteiro Eduardo Matos, que falaram sobre o filme e as campanhas  “I Belong”, da ONU, e “Escoteiros pela Ucrânia”, dos Escoteiros do Brasil.

Em 1942, Iván Bjoko, personagem do filme, foi forçado pelos nazistas a trabalhar na Alemanha, de onde conseguiu sair em 1948 para encontrar refúgio no Brasil. Depois de décadas sem poder rever a família devido a questões políticas, finalmente em 2010 esteve em sua aldeia natal no interior da Ucrânia.

O embaixador Rostylav Tronenko afirmou estar feliz pelo lançamento comercial do documentário, que já havia assistido quatro anos antes, acrescentando que o filme é muito importante para a Ucrânia, que hoje se vê novamente envolvida em conflitos com a vizinha Rússia, que mantém uma política imperialista na região. Para ele, o drama de Iván continua atual, e citou diversos graves problemas na Ucrânia, Paris, Oriente Médio, Mariana, para incitar as pessoas a procurar a paz e uma vida melhor.

A produtora Andrea Kaláboa falou sobre a dificuldade de lançar uma produção como Iván, mas ressaltou que no final das contas, o lançamento está acontecendo no momento certo, já que o tema está nas manchetes de todo o mundo por causa dos conflitos no Oriente Médio. Kaláboa disse ainda que foi um privilegio conviver por 40 dias com Iván Bjoko, para ela um exemplo de superação.

Para Izabel Mazão, o filme retrata perfeitamente a vida de um apátrida, ou seja, um indivíduo que perde a nacionalidade, como aconteceu com Iván Bojko, e espera que a produção ajude a sensibilizar a população a respeito do problema.  Falou ainda sobre a campanha “I belong” (Eu pertenço, em tradução livre), lançada em 2014, que pretende erradicar a apatridia em dez anos, ou seja, até 2024.

O escoteiro Eduardo Matos falou sobre o engajamento da organização na campanha “Escoteiros pela Ucrânia” que procura levantar fundos para ajudar crianças ucranianas deslocadas a ter uma vida mais próxima do normal. Além de adquirir material escolar para cerca de 400 jovens e crianças, vão oferecer celebrações de Natal e Ano Novo às família forçadas a sair de suas regiões de origem. Em julho de 2016, um concurso de redação com o tema “Paz” irá trazer um menino e uma menina ucranianos ao Brasil.


Por fim, o diretor Pasko - que tem origem ucraniana, disse esperar que Iván levante pelo  uma reflexão, frisando que o personagem poderia ser de qualquer etnia. Para ele, trata-se de tentar criar um mundo melhor para todos,  


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