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Cena do filme "Cidades de Papel"
O universo adolescente chega mais uma vez às telas e, de novo, a partir de uma história de John Green, autor também de A Culpa é das Estrelas, que teve o maior público no Brasil em 2014. Desta vez, um tema mais ameno: uma paixão irrealizada, a procura por uma garota desaparecida, uma road trip que resulta na descoberta de si mesmo.

Cidades de Papel conta a história do estudante certinho Quentin Jacobsen, interpretado por Nat Wolff, que é apaixonado por Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne) desde que a viu pela primeira vez, ainda criança. Depois de um longo período com pouco contato, uma noite Margo invade o quarto do rapaz e o convida a ajudá-la numa missão de vingança. Q, como é chamado, vê a chance de transformar o amor platônico em realidade. Mas a garota desaparece e ele faz de tudo para encontrá-la, inclusive empreender uma longa viagem de carro a outro estado, com a ajuda dos amigos Ben (Austin Abrams) e Radar (Justice Smith).

Cidades de Papel certamente será um grande sucesso entre o público de John Green, que é visto como “porta-voz dos adolescentes”. Se isso é verdade, ele fala apenas pela classe média norte-americana, abastada e feliz, sempre idolatrada e emulada mundo afora. O filme obedece a uma fórmula já testada e aprovada. Tem o garoto engraçadinho, tem outro nerd, e no centro, o jovem descobrindo o amor, marcado por obstáculos e reviravoltas. Ao longo da narrativa, uma série de referências pop, algumas bem sacadas e outras um tanto forçadas. 

"Cidades de Papel": universo adolescente embalado em fórmula manjada, mas certeira


Poster do filme "Cidades de Papel"O elenco é apenas adequado, com Nat Wolff sem carisma interpretando um personagem idem, e Cara Delevingne  
Como acontece muitas vezes, os personagens secundários são mais interessantes, com destaque para o Ben por Austin Abrams, como o amigo que enfia o pé na jaca o tempo todo, e o Radar, por Justice Smith, como o afro-descendente sério e engajado. Se pudéssemos escolher um conceito para definir a obra, seria “politicamente correto”.

De qualquer modo, o longa é eficiente, especialmente se levarmos em conta o público a que se destina. A decisão de estrear o filme no Brasil duas semanas antes de nos Estados Unidos dá uma medida do sucesso que Green faz por aqui, onde seu primeiro livro adaptado, A Culpa é das Estrelas, se tornou um fenômeno, assim como a adaptação cinematográfica de mesmo nome,  o filme mais visto no país em 2014. O próximo já deve estar a caminho.

Por Gilson Carvalho

Nota 6


Ficha Técnica

Cidades de Papel (Paper Towns) – 105 min.
EUA – 2015
Direção: Jake Schreier
Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber, baseado em romance de John Green
Elenco: Nat Wolff, Cara Delevingne, Austin Abrams, Justice Smith, Halston Sage, Jaz Sinclair, Cara Buono, Griffin Freeman

Estreia: 09/07 

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