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Cena do filme "Rainha e País"
Rainha e País, de John Boorman, é a continuação, quase três décadas depois, de Esperança e Glória, exitoso drama lançado em 1987. O longa retoma a vida do menino Bill Rohan (Callum Turner), agora dez anos mais velho e engajado no exército britânico, às vesperas da posse da rainha Elizabeth II.  Ao lado do novo amigo Percy (Caleb Landry Jones), questiona a validade do conflito, irrita os comandantes, e acaba se apaixonando por uma mulher misteriosa.

O longa tem algumas características muito positivas: como no filme anterior, conta uma história particular, mas que tem como pano de fundo eventos históricos mundiais, envolvendo assim qualquer espectador, Neste caso, a Guerra da Coréia, que eclodiu na década de 1950, opondo comunistas, liderados pela então União Soviética e capitalistas, representados pelos americanos, que os britânicos apoiam. Também traz um lado lúdico, que é o caráter infantil dos jovens soldados, que vivem um verdadeiro rito de passagem, com vários momentos divertidos e outros sérios. Na preparação para ir ao campo de batalha na Ásia, os jovens começam suas guerras particulares com seus superiores, principalmente o sargento Bradley (David Thewlis, ótimo), e se iniciam  no amor e sexo, ou tentam.  

"Rainha e País" retoma, quase 30 anos depois, a história começada em "Esperança e Glória"


Poster do filme "Rainha e País"
No lado negativo, há certa indefinição quanto ao protagonismo do filme. Bill, que seria o centro da narrativa, muitas vezes é ofuscado por seu companheiro Percy, interpretado de forma histriônica por Landry Jones. O romance com a bela mulher que ele chama de Ophelia (Tamsin Egerton)  é extremamente chato, com situações inverossímeis e diálogos incrivelmente melosos, beirando o nonsense. Além da falta de foco, pecado mortal em qualquer roteiro, há muitos excessos, sinal de falha na direção de atores. 

Com isso, o elenco secundário tem um rendimento melhor do que dos atores principais, mas suas histórias não são desenvolvidas. Fica a curiosidade a respeito do caso extra-conjugal de sua mãe com um vizinho, por exemplo, que, aparentemente, afeta bastante Bill.  Também pouco se descortina sobre Dawn (Vanessa Kirby), irmã mais velha do rapaz, que volta ao país já casada e separada depois de anos. Mesmo tecnicamente bem realizado, com ótima direção de arte, fotografia e cenografia, e premissa interessante, Rainha e País não empolga. 

Por Gilson Carvalho

Nota 6


Ficha Técnica

Rainha e País (Queen and Country) – 115 min.
Irlanda/França/Romênia – 2014
Direção: John Boorman
Roteiro:
Elenco: Callum Turner, Caleb Landry Jones, Pat Shortt, David Thewlis, Tamsin Egerton, Richard E. Grant, Vanessa Kirby

Estreia: 25/06

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