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Uma história de amor improvável. Assim a diretora Carolina Jabor define o filme Boa Sorte, estrelado por Deborah Secco e João Pedro Zappa. Para falar sobre o longa e outros assuntos, a diretora e a atriz, além do roteirista Pedro Furtado, deram uma entrevista coletiva em um hotel de Copacabana, Zona Sul do Rio, na última segunda-feira, 10 de novembro.

Boa Sorte conta o encontro entre Judite, uma mulher na faixa dos 30 anos e João, adolescente de 17 anos, com problemas de comportamento, em uma clínica de reabilitação. Eles se apaixonam, mas ela tem pouco tempo de vida, o que torna a história de amor ainda mais intensa e urgente. No elenco estão também Fernanda Montenegro, Cássia Kis Magro, Felipe Camargo, Gisele Fróes e Enrique Diaz.

Deborah Secco disse que além de ser o melhor personagem que fez na carreira, Judite mudou sua vida. “Ela me tornou consciente de minha finitude e mostrou que devemos valorizar as pequenas coisas que nos fazem felizes.” Para interpretar Judite, Deborah emagreceu 11 quilos, ficando com apenas 44, e fez uma extensa pesquisa com médicos e pacientes de diversos hospitais. O envolvimento foi tamanho que acabou se tornando co-produtora do longa. “Depois de Boa Sorte vou ter que produzir quase tudo, escolher melhor meus trabalhos, talvez aparecer menos, mas o público vai me conhecer mais.”

Carolina Jabor assinalou que o desejo intenso de fazer o papel, além da total disponibilidade da atriz a conquistaram desde o início dos testes. ,Ela comemorou secretamente, porque nem sabia se poderia bancar o elenco.  A escalação de João Pedro Zappa também foi celebrada. “Ele trouxe um olhar puro, novo”, acrescentou Deborah.

A diretora disse ainda que hoje em dia quase tudo é diagnosticado como depressão, quando muitas vezes o que existe é falta de diálogo, carinho, amor. “As famílias devem cuidar de seus filhos, procurar alternativas que não a medicalização.” Ela afirma que também quis discutir as drogas lícitas, como o álcool e os conceitos de loucura e sanidade. De qualquer modo, no filme a clínica funciona como um pano de fundo para o relacionamento entre Judite e João. “É um encontro entre duas pessoas que normalmente não se encontrariam.”

Pedro Furtado, que ao lado do pai, Jorge Furtado, roteirizou o conto Frontal e Fanta – escrito por Jorge, afirmou que o resultado ficou muito além do esperado. Ele elogiou a visão de Carolina para a história e também o elenco: “É um dream team.” Ele acredita que a essência foi preservada, mas que o olhar feminino, mais atento a detalhes, acrescentou muito à trama. 

A diretora disse que o escritor, roteirista e diretor gaúcho a deixou à vontade para criar e que sua intenção era fazer um filme simples, econômico, com uma estética que valorizasse o conteúdo, tanto em relação a movimentos de câmera, quanto a paleta de cor, cenários e música. Para isso, contou com o trabalho da diretora de fotografia uruguaia Barbara Alvarez e a trilha sonora de Lucas Marcier.

Boa Sorte estreia em todo o Brasil em 20 de novembro. 

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