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Coletiva-do-filme-Rio-Eu-Te-Amo

Uma superprodução para exaltar o amor e o Rio de Janeiro. Assim pode ser definido Rio, Eu Te Amo, que foi apresentado para a imprensa na segunda-feira, oito de setembro, quando a equipe de produção e parte do elenco recebeu   jornalistas e críticos para uma entrevista coletiva no Espaço Lagoon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Terceira cidade a participar da franquia Cities of Love – depois de Paris e Nova York, o Rio foi filmado por cinco diretores brasileiros e cinco estrangeiros: Fernando Mereilles, Carlos Saldanha, Andrucha Waddington, José Padilha, Paolo Sorrentino, John Turturro, Nadine Labaki, Stephan Elliot, Guillermo Arriaga e Im Sang Soo. Cada um dirigiu um curta que tinha como premissa ser uma história de amor e se passar em algum canto da Cidade Maravilhosa. O brasileiro Vicente Amorim fez as sequencias de transição entre os diversos segmentos. 

No elenco, grandes estrelas nacionais e internacionais, entre as quais Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Tonico Pereira, Harvey Keitel, John Turturro, Vanessa Paradis, Nadine Labaki, entre outros. No total, cerca de 25 atores participaram da produção. O filme será lançado na próxima quinta-feira, 11 de setembro, em 220 salas em todo o país.


"Rio, Eu Te Amo": time dos sonhos e paisagens idílicas dão a tônica 


Na concorrida coletiva, produtores, diretores e atores falaram da experiência e das expectativas. A ideia de incluir o Rio na franquia Cities of Love surgiu em 2006, no Festival de Cannes, contou Josh Skurla, um dos produtores. A escolha dos diretores surgiu naturalmente. “Fizemos uma lista dos sonhos e quase todos aceitaram o convite na hora,” disse. Pedro Buarque, da Conspiração Filmes, disse que as filmagens duraram sete meses e exigiu um grande trabalho de  produção. “É um projeto ambicioso, vai ser exportado pro mundo todo.” Ele destacou a inédita iniciativa de criar, paralelamente às filmagens, uma página nas redes sociais que já obteve mais de 1 milhão 400 mil curtidas. Sérgio Sá Leitão, diretor da RioFilme disse que "é um projeto à altura da excelência da cidade. O Rio está muito bem representado no filme.” Ele afirmou ainda que espera que o filme tenha um grande público no Brasil e no exterior. “Foi um investimento, e esperamos retorno.” 

Dentre os diretores, estiveram na coletiva os brasileiros  Andrucha Waddigton e Carlos Saldanha, a libanesa Nadine Labaki e o mexicano Guillermo Arriaga – responsáveis, respectivamente, pelos segmentos Dona Fulana, com Fernanda Montenegro e Eduardo Sterblitch; Pas de Deux, com Rodrigo Santoro e Bruna Linzmeyer, O Milagre, com Harvey Keitel e Cauã Antunes, e Texas, com Land Vieira e Laura Neiva, além Vicente Amorim.

Segundo Andrucha Waddington, a história que filmou, Dona Fulana, foi ouvida uns dez anos atrás em um bar no Leblon. Ele disse que desde o início pensou em Fernanda Montenegro para viver a mendiga e Eduardo Sterblitch para o seu neto. Nas pesquisas que fez com mais de 100 moradores de rua, descobriu que a ideia de fugir do sistema, não é nada absurda. 

Poster do filme "Rio Eu Te Amo"Carlos Saldanha disse que teve a ideia para Pas de Deux - que mostra um casal de bailarinos clássicos a ponto de se seprarar, ao assistir a um espetáculo de dança em Nova York. Para ele, Rio Eu Te Amo tem o sabor de estreia, já que é a primeira vez que dirigiu atores. 

Nadine Labaki, que dirigiu e atuou no curta O Milagre, afirmou que queria falar sobre religião, futebol e sobre as disparidades sociais que viu no Rio. Para ela, o mais dificil foi trabalhar com o elétrico menino Cauã Antunes, de apenas seis anos, que no filme espera uma ligação de Jesus para pedir-lhe uma bola de futebol.. 

Para Guillermo Arriaga, a equipe técnica foi uma das melhores com que já trabalhou. Ele disse que a diversidade de rostos e tipos no Brasil o estimulam a contar muitas histórias. Seu curta, Texas, fala de um boxeador amputado que precisa conseguir dinheiro para pagar a cirurgia que poderá fazer com que ela volte a andar. “Quis fazer uma história dramática para fazer um contraponto ao tom geral de comédia,” disse. 

Os atores estavam igualmente felizes. Eduardo Sterblitch disse que só se preocupou em “passar a bola certa para Fernanda Montenegro fazer o gol.” Ele destacou também a presença de Chico Buarque e Gilberto Gil na trilha sonora, além do ator Hugo Carvana.

Marcelo Serrado fez uma brincadeira sobre seu personagem: “Estou me especializando em gays,” disse. “Mas acho que esse vai ser o último. O próximo vou passar pro Márcio Garcia.”

Roberta Rodrigues disse que foi fantástico trabalhar com o diretor coreano Im Sang Soo. A atriz confessou que ficou receosa com as cenas de sexo, mas que o resultado final foi melhor do que esperava. 

No final, o único que não falou foi o garoto Cauã Antunes, contrariando a fama recém-adquirida. Mas, segundo sua primeira e até agora única diretora, Nadine Labaki, o menino tem futuro. Pelo menos começou com o pé direito. 



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