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Cena do filme "Transcendence: A Revolução"
Transcendentce: A Revolução, sci-fi que está sendo apontado como mais um fracasso de Johnny Depp, aborda um tema muito interessante e atual: inteligência artificial. Filme de estreia na direção de Wally Pfister, diretor de fotografia de vários sucessos de Christopher Nolan, entre eles a trilogia Batman e  A Origem – este último lhe valeu um Oscar, traz no elenco ainda Rebecca Hall,  Morgan Freeman e Paul Bettany.

Will Caster (Depp) é um cientista especializado em inteligência artificial. Junto com sua mulher Everlyn (Hall), mantém um laboratório extremamente avançado. Atacado por um grupo anti-tecnologia e atingido por uma bala radioativa, tem sua consciência transferida para um super-computador, através dele, tem acesso à rede mundial. Seu amigo e colaborador Max (Bettany), pressentindo o risco que isso poderia trazer, se une aos terroristas para tentar impedi-lo de controlar toda a atividade humana.

"Transcendence: A Revolução" desperdiça boa ideia e ótimo elenco em produção sem ritmo e direção


Poster do filme "Transcendence: A Revolução"Muito se tem falado da série de fracassos de Johnny Depp nos últimos tempos, o que incluiria Diário de um Jornalista Bêbado (2011), Sombras da Noite (2012) e O Cavaleiro Solitário (2013). Isso seria, no entanto, superestimar o poder do ator, que tem a seu lado outros ótimos profissionais, tais como Rebecca Hall – que interpreta muito bem seu complexo personagem, e Morgan Freeman. Se Depp tem alguma culpa, talvez seja ter escolhido mal seus trabalhos mais recentes.  Dono de uma carreira extremamente bem sucedida, tanto do ponto de vista artístico quanto comercial, Depp é um dos poucos atores da atualidade que sempre apresentam uma boa performance - mesmo quando não atinge o máximo.

Transcendence não é um sucesso porque não é muito bom. Tecnicamente, é bem produzido, com cenografia requintada, direção de arte detalhista e efeitos visuais competentes. Vê-se muita influência do trabalho de Christopher Nolan, que também é produtor deste filme. O problema é o roteiro de Jack Paglen que, além de pouco original, tem diversos furos.  Se bem trabalhado, porém, poderia resultar em um filme mediano, mas é frio, impessoal, sem emoção, com ritmo oscilante. Com exceção de Evelyn Caster, os personagens são planos, maniqueístas.  A conclusão óbvia é que, como diretor, Pfister continua sendo um ótimo fotógrafo.

Por Gilson Carvalho

Nota 5



Ficha Técnica

Transcendence – A Revolução (Transcendence) – 88 min.
EUA/Reino Unido – 2014
Direção: Wally Pfister
Roteiro: Jack Paglen
Elenco: Johnny Depp, Rebecca Hall, Paul Bettany, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Kate Mara, Cole Hauser, Clifton Collins Jr.

Estreia: 19/06

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  1. Transcendence é o mais nietzschiano filme sobre tecnologia porque revela que por trás de todo esse discurso bem intencionado sobre a tecnologia promovido pelas grandes corporações e neurocientistas está a vontade de potência como a própria essência do Poder. Este thriller de ficção científica mais de 100 minutos, eu gostei. Transcendence é um filme estranho e muito futurista que eleva a curto prazo um futuro muito sombrio para toda a humanidade. A coisa interessante sobre este filme é o debate e o dilema moral que surge quando se discute os limites da ciência e tecnologia. Transcendênce é o primeiro filme que fez Wally Pfister, diretor de fotografia de quase todos os filmes de Christopher Nolan.

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