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Cena do filme "Amazônia"O mistério denso e insondável da floresta amazônica, a partir de um acidente de avião durante uma tempestade, nos traz à tona a questão ecológica de nosso patrimônio ambiental e cultural. O curioso é: o sobrevivente da trama é um macaco-prego que nos traz a historia contada em Amazônia.

Com seu colar vermelho no pescoço, denota-se o adestramento do animal, logo identificado no prólogo com a inadequação da presença de mosquitos perturbantes em meio a exuberância ecológica,separando-o do seu habitat que fora criado, impondo e o separando em minúcias a diversidade da fauna e flora do imenso planeta verde que é a Amazônia.

A coprodução caprichosa franco-brasileira recebeu o premio de WWF do Festival de Veneza deste ano e abre o Festival do Rio 2013. Um filme premiado dentro do seu próprio habitat. Sem diálogos, e imagens exuberantes, acrescidas por um 3D que maximiza todos os detalhes do patrimônio natural brasileiro.

"Amazônia" ousa e traz um diferencial nunca visto em notas midiáticas


O personagem em questão, o macaco prego, pode ser visto como um homem civilizado em um ambiente no qual ele se sinta inadequado, no caso, a Amazônia. Observamos a sua adaptação e os perigos de outros habitantes, e principalmente sua inteligência em busca por alimento em meio ao “caos” do mais diversificado - em termos de flora e fauna.

Poster do filme "Amazonia"
A obediência do diretor Thierry Ragobert é notável assim como a produção. Não há diálogos, apenas observação e algumas músicas. O enfoque está na tentativa de sensibilizar ao extremo o público perante um lado ecológico, por muitos desconhecidos ainda, e que vem sendo devastado por extração de madeiras, queimadas e outros crimes ambientais. Vista por muitos de nós em notas de jornais, relatadas de forma distanciada e secundária, ao contrario do longa Amazônia.

O filme impõe uma intimidade com o habitat para um desfecho sem glamour, mas bastante eficaz e estabelecendo outra perspectiva com o que estávamos acostumados a ler em noticiários sob a nossa própria natureza, saindo assim da observação em direção ao tom denunciativo, mesmo que ainda sutil, mas coerente com o quê é visto e ostentado ao longa de toda projeção.

A falta de um conflito mais edificante não faz falta ao propõsito em questão, pois há poucos brasileiros que desconheçam o que se passa pela floresta, e relatar sob uma forma de entretenimento soaria como uma TV paga, com recursos de uma narração parcial.

Amazônia é ousado e se mostra um filme original que merece atenção a uma questão que afeta todo o nosso meio-ambiente, e consequentemente, a nós mesmo.
  

Nota: 8


Ficha Técnica

Amazônia - Planeta Verde – 83 min.
Brasil e França– 2013
DireçãoThierry Ragobert
Roteiro: Luiz Bolognesi
Elenco: Lúcio Mauro FIlho, Isabelle Drummond (vozes)

Estreia: 26/06


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