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O Festival Varilux de Cinema Francês 2014 contou com uma presença especial para os mais fervorosos fãs do cinema francês. Trata-se de Isabelle Huppert, uma das mais importantes atrizes francesas da atualidade, que esteve no Rio de Janeiro e em Sao Paulo Incansável e inabalável, ela participou de pre-estreias, deu entrevistas coletivas, foi a talk shows na TV e ate enfrentou o mau-tempo que a impediu de embarcar na ponte aérea.


Nascida em Paris em 1953, Huppert acumulou uma filmografia bastante internacional – literalmente. A atriz já trabalhou com diretores de cada canto do globo, dos Estados Unidos à Coreia, passando pela Rússia e Hungria, só para citar alguns; e, ainda, mantém carreira no teatro.

Em mais de 30 anos de carreira, Isabelle Huppert trabalhou com diretores ilustres, dentre os quais figuram Claude Chabrol, Jean-Luc Godard, Maurice Pialat, Joseph Losey, Andrzej Wajda, François Ozon, Michael Haneke, entre tantos outros.

Lançando Um Amor em Paris e Uma relação delicada, Isabelle Huppert revela que gostaria de trabalhar com um diretor brasileiro


Calçando sandálias Melissa e mostrando satisfação ao retornar ao Brasil, Isabelle Huppert conversou com jornalistas – em coletiva realizada no dia 16 de abril, em São Paulo – a respeito de sua carreira e do momento atual do cinema francês, além de dar vislumbres acerca de seus próximos trabalhos.

Apesar de mais conhecida por papéis de intensa carga dramática, Isabelle Huppert também é atriz de comédias e diz gostar de intercalar trabalhos nos dois gêneros. No entanto, salienta ser difícil deparar-se com uma boa comédia, como é o caso de Um Amor em Paris (lançado no Festival). O filme une entretenimento à temática – mais profunda – das relações delicadas entre os seres humanos.

Quando questionada sobre o que o cinema brasileiro teria a aprender com o cinema francês e vice-versa, a atriz recorre a uma resposta amistosa, mas nem por isso menos acertada. Isabelle acredita que os cinemas brasileiro e francês possuem valores próprios. Para a atriz, o cinema é algo de âmbito universal e particular a um só tempo, uma maneira de descobrir universos, culturas e formas de viver. Há, de fato, muito o que descobrir com outros cinemas, mas não na maneira de fazê-lo – esta é particular a cada um deles.

Apesar de não conhecer a fundo o cinema brasileiro, a atriz afirma que consideraria com prazer a possibilidade de trabalhar com algum diretor brasileiro, caso surgisse proposta. De fato, boas oportunidades não têm faltado; a carreira de Huppert atravessou décadas e escapou ilesa à escassez de bons papéis que alguns atores enfrentam na maturidade. Com tanta bagagem nas costas e sem medo do desconhecido, Huppert trata de não colocar a si mesma em uma zona de conforto; segundo a atriz, ainda que a situação lhe seja confortável, a ideia é buscar a originalidade e criar no conforto o máximo de desconforto possível.

Quanto aos projetos e futuros trabalhos, o ano de Isabelle continuará agitado. Em agosto, ela estará em Nova York com a peça The Maids, do francês Jean Genet, ao lado de Elizabeth Debicki e Cate Blanchett. Será a segunda vez que a atriz se apresentará em inglês nos palcos – a primeira foi em Mary Stuart.

Cena do filme "Um Amor em Paris"
Ainda em 2014, Isabelle dará continuidade à turnê da peça Les Fausses Confidences – clássico de Marivaux –; figurará no elenco do novo filme do norueguês Joachim Trier, Louder Than Bombs; e trabalhará novamente com Mia Hansen-Love, que já interpretou sua filha no cinema e que desta vez estará na direção. Além disso, voltará a contracenar com Gérard Depardieu, sob direção de Guillaume Nicloux (A Religiosa).

É esperar para ver!

Por Aline T.K.M.

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