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Robocop-Entrevista-ColetivaO diretor José Padilha reuniu na última terça-feira (18/02) pela manhã, no hotel Marriot, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, parte do seu elenco - os atores Joel Kinnaman e Michael Keaton -  para falar sobre o filme RoboCop que estreia na próxima sexta-feira, dia 21 de fevereiro em 700 salas de cinema no Brasil.

Em entrevista coletiva, o realizador de Tropa de elite 1 e 2 sublinhou que o filme sobre o policial do futuro é uma produção elaborada e desenvolvida por ele mesmo e que os estúdios e produtores executivos não influenciaram nas filmagens. “Eu disse a eles que queria fazer um longa político, com conteúdo, ao invés de fazer um filme só de entretenimento”.

O aval para que Padilha pudesse ter controle exclusivo sobre o novo RoboCop, orçado em 130 milhões de dólares pela indústria hollywoodiana, deu-se a partir do momento em que foi exibido o corte final (um preview) do longa metragem para uma plateia teste. Formada por aproximadamente 400 pessoas, o resultado foi bastante positivo e ao serem perguntados o por quê de terem gostado, a resposta foi ao encontro das ambições do diretor brasileiro: Porque é um filme político. “Nos Estados Unidos, as pessoas subestimam um pouco o público ao fazer um filme mais simples. E o público americano vem mostrando que é mais inteligente do que os estúdios consideram.”, ressalta Padilha.


"RoboCop": conteúdo político e apelo à inteligência do público


Intérprete do herói do filme, o sueco Joel Kinnaman é conhecido da série televisiva The Killing, que o fez entrar no filme. O ator disse que a princípio não participaria de um remake:   “Há muitas refilmagens ruins sendo feitas”, disse. Mas, quando soube quem era o diretor, mudou de ideia. Kinnaman se diz fã de José Padilha: “Eu já tinha assistido na Suécia o documentário Ônibus 174 e Tropa de Elite 1 e 2. Trata-se de um grande cineasta”.

Seguindo a mesma linha, o veterano ator Michael Keaton -que já foi Batman em produção de 1989 e interpreta o vilão do filme-, bem humorado teceu elogios ao diretor brasileiro: “Se Padilha fizesse Débi e Lóide (filme de 1994 estrelado por Jim Carrey), as pessoas sairiam do filme pensando: "Hum, (com a mão no queixo com pose intelectual), sabe, até que a estupidez é algo muito interessante!”.

Quanto a expectativa de retorno em números do filme, o diretor diz estar à vontade, mas afirmou que RoboCop estreou em uma data desfavorável (12/02). “O filme nada contra três marés. Existe a comparação em relação ao filme antigo, estreou durante a maior nevasca americana e no Valentine's Day (dia dos namorados)”. Apesar desses empecilhos, José Padilha lembrou do vazamento da cópia de Tropa de Elite, assistido por milhares de pessoas antes da chegada aos cinemas, e que mesmo assim o primeiro filme do personagem Capitão Nascimento foi rentável. Se há algo que Padilha não faz, é pedir para sair.

Por Tiago Canavarros


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