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Grande sucesso no horário nobre da TV, Crodoaldo Valério, ou simplesmente Crô, ganhou espaço na tela grande. Em Crô, O Filme, Marcelo Serrado volta a encarnar o excêntrico personagem que arrancou gargalhadas do público de Fina Estampa, de Aguinaldo Silva, que também assina o roteiro da comédia.

Apesar de partir da novela, a trama é totalmente original, limitando-se a poucas citações e ao aproveitamento de alguns personagens, como o motorista Baltazar (Alexandre Nero) e a empregada Marilda (Kátia Moraes), fiéis escudeiros de  Crô, que os apelida respectivamente de Zoiúdo e Anã de Jardim (entre outras coisas).

Depois de herdar uma fortuna de sua última patroa, Teresa Cristina (Cristiane Torloni), Crô se sente inútil e busca uma nova ocupação. Tenta ser cantor, cabeleireiro, estilista, mas nada dá certo. Percebe então que sua vocação é servir e procura uma madame para empregá-lo como mordomo. Para isso, entrevista várias candidatas, entre elas Vanusa (Carolina Ferraz), dona de uma confecção sem classe que utiliza mão de obra semiescrava de imigrantes ilegais bolivianas.

"Crô - O Filme": personagem é o mesmo, a história diferente


Para incrementar a comédia, foram convocadas personalidades em curtas participações, de naturezas distintas. Enquanto Ana Maria Braga e Gaby Amarantos interpretam elas mesmas, Ivete Sangalo faz o papel de mãe de Crô, em flashbacks que visam a explicar a maneira de ser dele. Carlos Machado, por sua vez, volta mas encarnando ,Jean-Jacques, irmão do falecido Ferdinand.

Aproveitar o sucesso de um personagem é uma ótima ideia, mas a defasagem de tempo pode fazer com que o público tenha esquecido dele, afinal, a novela foi ao ar em 2011.  Além disso, é preciso haver uma história interessante, o que não é o caso. Crô tem momentos divertidos, mas a trama policial com toques sociais criada por Aguinaldo Silva destoa do espírito da personagem. Não por acaso, a maior graça está nas sequências em que Crô apresenta seus trejeitos e manias e na sua interação com os outros personagens.

Um detalhe interessante é o fato de a comédia ter sido dirigida por Bruno Barreto, diretor que normalmente busca imprimir uma marca autoral em sua obra, tendo inclusive lançado há pouco tempo o sensível drama Flores Raras, com Glória Pires e Miranda Otto.  Prática comum em Hollywood, com resultados variáveis, a direção por encomenda não ocorre com frequência no Brasil. Vamos ver se a moda pega.

Por Gilson Carvalho

Nota 4


Ficha Técnica

Crô, o Filme 
Brasil – 2013
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Aguinaldo Silva
Elenco: Marcelo Serrado, Carolina Ferraz, Alexandre Nero, Milhem Cortaz, Kátia Moraes, Carlos Machado, Ursula Canaviri, Magaly Cabanas, Ivete Sangalo Ana Maria Braga, Gaby Amarantos, Karen Rodrigues, Tiago Abravanel.

Estreia 29/11



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