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Parte do elenco da comédia nacional O Concurso, que chega aos cinemas no dia 19 de Julho, esteve em um hotel carioca na tarde do dia 8 para conversar com jornalistas. Carol Castro, Rodrigo Pandolfo, Sabrina Sato, Érico Brás, além do diretor Pedro Vasconcelos e do produtor e roteirista L. G. Tubaldini (Tuba) foram solícitos durante a coletiva e explicaram como se envolveram com o projeto e os desafios que ele proporcionou. 

O produtor Tuba afirmou que o filme foi “fortemente baseados em fatos reais”, pois o concurso público “é uma realidade muito presente na vida do brasileiro”. Ele disse que o número de candidatos foi o que chamou a sua atenção para criar o roteiro junto ao colega Leonardo Levis; são 12 milhões de brasileiros que prestam concurso todo ano. Para tanto, eles entrevistaram vários concurseiros para desenvolver o enredo. O passo seguinte foi achar o diretor certo para assumir o filme. Pedro Vasconcelos foi quem ficou com o cargo. A respeito do que foi dito pelo roteirista ele completou, “todo mundo sonha com uma estabilidade na vida”.


Vasconcelos tem em O Concurso seu primeiro trabalho como diretor. Quando questionado sobre as diferenças de dirigir projetos para TV e para o cinema, ele disse que a única diferença é a de que o cinema é maior no que se refere aos detalhes, já que qualquer coisa pode fazer diferença na narrativa. “Cinema paramos para assistir, enquanto vemos a TV com tudo acontecendo ao nosso redor... o volume (de produções) e a indústria (televisiva) fazem com que os trabalhos sejam mais frios”.

Escalação do elenco adequado foi a decisão mais importangte para o diretor


Por ter uma longa carreira na TV e no teatro, como ator e diretor, para ele, escalar  o elenco certo foi o mais importante. Segundo Vasconcelos, não dá para ”fazer se não tiver bons atores a sua volta”, e completou, “estou feliz em dividir o filme com esse elenco”.

Rodrigo Pandolfo que interpreta o personagem Bernardo, falou que esse foi o trabalho em que ele mais conseguiu estudar e brincar; o ator inclusive foi para Piraporinha, cidade no interior de São Paulo de onde seu personagem vem, para melhor conseguir montá-lo. Há uma semelhança entre Pandolfo e Bernardo. Ambos são de cidades pequenas, e assim como seu personagem, Pandolfo também ganhou uma faixa de despedida desejando boa sorte na cidade grande. Quanto à química entre os colegas de elenco, ele disse, “depende da energia invisível entre os atores tanto no cinema quanto na TV e no teatro. E foi só elogios para os colegas, “são todos muito generosos, se ajudando mais do que olhando a si próprio. O todo é que faz a diferença”.

Outra a quem o ator se referiu como uma “maravilhosa surpresa” foi Sabrina Sato, que também faz sua estreia no cinema como Martinha, uma atiradora de facas obcecada por Bernardo. A apresentadora, e agora atriz, foi muito brincalhona durante a entrevista e disse que aproveitou as filmagens para beijar muito, se referindo a uma cena de beijo com Pandolfo. Sato ainda disse que sempre foi um sonho seu fazer cinema, mas achou que nunca fosse acontecer por não ser atriz. Mas afirmou em tom de brincadeira, “foi tudo muito gostoso. Difícil mesmo foi pro Pedro que teve que me dirigir”.

A atriz Carol Castro interpreta Mariana, esposa de Freitas, personagem de Anderson de Rizzi, que não pôde estar presente na coletiva devido a sua agenda corrida com as filmagens da novela Amor à Vida. A atriz descreve o personagem como “lindo, guerreira, dedicada ao marido. Eles são os mais humildes”. A atriz não pôde ir a Milagres, cidade de sua personagem, como fez Pandolfo, mas disse que se preparou muito para o papel e que seu grande desafio foi conseguir chorar com humor. “A parte mais difícil foi encontrar o choro engraçado, mas que passasse verdade”, disse ela se referindo à cena em que seu marido parte rumo ao Rio de Janeiro. 

Um dos personagens mais engraçados do filme é um travesti interpretado por Érico Brás. O ator disse que o convite para o papel lhe soou a princípio estranho devido a seu físico, um baiano negro de ombros largos, e difícil, pois nunca tinha interpretado a um travesti antes, mas confiou no julgamento de Vasconcelos para fazer o papel. Brás, que chegou a ir à Lapa fazer pesquisa, viu como era complicado ficar todo montado por horas. “Cinema é a arte de esperar. Esperar montado é pior ainda”. Quanto a sua cena de beijo com Fábio Porchat, o ator revelou em tom brincalhão, “eu me joguei nos braços de Porchat”.


Por José Leonardo Tadaiesky


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