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Cena do filme "Odeio o Dia dos Namorados"
Nunca antes na história se viu um filme tão publicitário como este. Isso com a façanha de ter a publicidade bem integrada e fazer parte da narrativa do filme. Aliás essa data –12 de junho, foi criada para aumentar as vendas no mês de junho, e o cinema vem aproveitando para lançar filmes que apelam para esse público até no nome, como este Odeio o Dia dos Namorados.

Assim, o diretor Roberto Santucci, depois da comédia de auto ajuda financeira Até que a Sorte o Separe, nos mostra mais um exemplar de suas comédias de auto–ajuda.  Odeio o Dia dos Namorados é uma mistura inusitada entre a produção estrelada por Adam Sandler Click, e o clássico Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. Aliás o sobrenome do escritor dá nome ao restaurante no qual os protagonistas negociam um contrato da agência de publicidade. Este que é um dos poucos locais no filme que não fazem merchandising. Portanto não seria um exagero dizer que Santucci deixou o folclórico apresentador Milton Neves no chinelo.

Apesar de extremamente comercial, "Odeio o Dia dos Namorados" tem momentos engraçados

Odeio os Dias dos Namorados conta a história da publicitária Débora Ferrão (Heloíse Périssé) diretora de criação que controla sua equipe com mão de ferro. Além disso, ela trata os seus relacionamentos da mesma forma que seus colegas de trabalho: utilitária e impessoal. Soma – se a isso uma campanha sobre o amor e o romantismo ao comer um delicioso ‘Sonho de Valsa’, durante a noite do dia dos namorados. O velho clichê de Dickens está armado, e após um acidente de carro, Débora será visitada pelo espírito do seu ex – colega de trabalho Gilberto (Marcelo Saback) que a levará para o dia dos namorados no passado, no presente e no futuro.  Esta que foi uma das escolhas positivas do roteiro, ao optar por um espírito ao invés de três como no original, assim apostando na sintonia de Débora e Gilberto.

Poster do filme "Odeio o Dia dos Namorados"Saback e Périssé constroem uma sintonia interessante,  com boas atuações, que se estende para todo elenco. Mais uma vez André Mattos (Giovanni Improtta) encarna um tipo divertido como o diretor da agência. O diretor Roberto Santucci  não criou uma obra- prima, mas realiza um trabalho competente, com destaque para a belíssima sequência inicial da festa em família, com as câmeras na dança e em Débora parecendo um vídeo do Youtube. Apenas um pecadilho: em algumas cenas é fácil notar que o fundo é feito de Chroma Key.

Além de uma bela rima narrativa, e uma homenagem aos Menudos, que traz um aspecto do cinema indiano, com música e dança ao filme,. Odeio o Dia dos Namorados se não é uma o melhor filme do ano, é divertido e cumpre um papel comercial, sendo uma boa opção para passar o dia dos namorados. Mas não será surpresa se após sair do cinema, o espectador passar no mercado mais próximo e presentear o amor da sua vida com um “Sonho de Valsa – O amor não tem hora”.     

Por Danilo ZaniniN

Nota 7,5
  




Ficha Técnica

Odeio o Dia dos Namorados -  101 min.
Brasil - 2013
Direção: Roberto Santucci
Roteiro: Paulo Cursino
Elenco: Heloísa Perissé, Marcelo Saback, André Mattos, Daniel Boaventura, Danielle Winnits, Fernando Caruso, Daniele Valente, M.V. Bill, Tony Tornado



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