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Cena do filme "Terapia de Risco"Steven Soderbergh tem mostrado ao longo de sua carreira que é capaz de fazer filmes autorais, geralmente de baixo orçamento, voltados a um público restrito. Ao mesmo tempo,  dirige obras de alto custo, dentro do padrão hollywoodiano, para as massas. Seu mais recente longa, Terapia de Risco, alia as duas formas mas, embora tenha alguns bons momentos, não satisfaz plenamente a nenhuma das duas. Não deixa, porém, de ter interesse, como a maioria das produções dirigidas por ele.  

Emily Taylor (Rooney Mara) é uma jovem cujo marido Martin (Channing Tatum) está preso. Ao sair da prisão, Martin tenta retomar a vida com Emily, mas esta dá sinais de depressão. Após uma aparente tentativa de suicídio, a moça começa um tratamento com o psiquiatra (Jude Law), que lhe prescreve um novo medicamento, capaz de provocar diversos efeitos colaterais (nome original do filme), entre eles sonambulismo. E é nesse estado, privada de controle sobre si mesma, que Emily provoca uma tragédia. 

Por ter prescrito uma droga potencialmente perigosa, o Dr.Banks se torna alvo de investigação tanto do Conselho de Medicina quanto da Polícia. Para tentar entender o que se passa com sua paciente, procura a antigaterapeuta de Emily, Victoria Siebert (Catherina Zeta-Jones), o que só o confunde mais. Para piorar a situação, sua mulher começa a suspeitar de seu envolvimento com pacientes. 

"Terapia de Risco" padece de mau roteiro e direção ambiciosa demais

Poster do filme "Terapia de Risco"
A partir de um mau roteiro, repleto de lacunas, Soderbergh tenta realizar um filme com uma pegada noir. Filma Nova York debaixo de pesadas nuvens negras, em uma fotografia fria e sem brilho. O grande trunfo - e a ponto fraco,  de Terapia de Risco é a tentativa de abarcar diversos gêneros: começa com um drama íntimo relatando as dificuldades de uma mulher que busca solução para um problema grave e cada vez mais comum nos grandes centros urbanos; transforma a trama em uma filme de tribunal, colocando não só um médico mas a indústria farmacêutica como possíveis causadoras dos males sofridos por ela, e finalmente desemboca num thriller, com o médico fazendo o papel de detetive e a vítima passando a ser suspeita.

Em seu primeiro papel depois da excelente Lisbeth de Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Rooney Mara dá mostras de talento, transmitindo toda a fragilidade que o personagem exige, ainda que a primeira parte seja longa demais. Jude Law, sempre correto, imprime a energia solicitada a esse tipo de história, Catherine Zeta-Jones, bela como sempre, mas com participação reduzida, assim  como Channing Tatum. 

Por Gilson Carvalho

Nota 7




Ficha Técnica

Terapia de Risco (Side Effects) - 106 min.
EUA - 2013
Diretor: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns
Elenco: Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Vanessa Shaw, Ann Dowd, Marnie Gummer, Vladimi Versailles.

 Estreia 17/05



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