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 “O novo Tarantino chegou!”, é o que clamam por aí nas esquinas e redes sociais sobre Django Livre. Poucos diretores podem entrar nesse estreito círculo em que as assinaturas autorais precedem as obras no boca-a-boca dos cinéfilos. Todos estão interessados em conferir as novidades e os velhos cacoetes geniais do cidadão que fez nascer Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Kill Bill, entre outros. Independentemente do tema do filme, o que vale é a chancela do criador, afinal estarão lá sem falta os diálogos memoráveis, as trilhas sonoras espetaculares, o humor ácido, os personagens inesquecíveis e as vinganças catárticas.

"Django Livre" traz a marca autoral de Tarantino


Poster do filme "Django Livre"
Sinopses de filmes de Quentin Tarantino são aperitivos para o banquete formal servido no cinema. Como em qualquer obra artística de excelência o que vale é a forma com que é conduzida a trama, o conceito que quer ser passado, mas somos fisgados já pelo esboço. O longa traz à baila um dentista/caçador de recompensas alemão (personificado pelo brilhante  Cristoph Waltz) no sul dos Estados Unidos dois anos antes de eclodir a Guerra Civil. Ele, Dr. King Schultz, “aduire” Django (Jamie Foxx numa excelente atuação como não se via desde Ray) como escravo numa sequência que dá ganas de aplaudir em cena aberta. Para seus serviços profissionais o terá como aliado e o fará livre. Será uma saga tarantinesca com foco na vingança empreendida por Django em busca de sua amada Broomhilda (Kerry Washington), torturada pelas mãos do escravocrata Calvin Candie (Leonardo DiCaprio e seu vilão magistralmente construído).
Filmaço: o elenco devastador em talento, a fotografia do fantástico e premiadíssimo Robert Richardson (companheiro de viagem de Tarantino em Bastardos Inglórios e nos dois volumes de Kill Bill), a trilha sonora tratada a pão de ló com músicas marcantes dos Western Spaghetti e faroestes americanos, o roteiro prenhe de diálogos deliciosos como é de praxe e a montagem que consegue reunir duas horas e quarenta e cinco minutos de forma cirúrgica. Django Livre está na praça para o deleite de quem esperava há três anos e alguns meses desde a obra-prima Bastardos Inglórios. E valeu a espera.
Por Rafael Fabro
Nota 10


Ficha Técnica

Django Livre (Django Unchained) – 165 min.
EUA -2012
Direção Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Jaime Foxx, Leonardo Di Caprio, Cristoph Waltz, Kerry Washington
Estreia 18/01

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