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Werner HerzogPouco tempo após o encerramento do Festival do Rio no mês passado, a cidade do Rio de Janeiro já se prepara para receber mais um evento cinematográfico. Realizado pela Fundação Mapfre, entre os dias 21 e 25 de novembro acontece gratuitamente a 3ª edição do Festival de Cinema 4+1, no Centro Cultural Banco do Brasil
De forma inovadora, o evento ocorrerá simultaneamente em Bogotá, Buenos Aires, Madrid e Cidade do México. Além disso, os filmes, premiados em festivais ao redor do mundo, mas que não foram distribuídos comercialmente nestes cinco países sedes do evento, contam com a exibição online através do site oficial (http://www.festival4mas1.com/pt).



Cineasta mundialmente consagrado, Werner Herzog, é a grande atração do 4+1
 

Na sede carioca, o convidado de honra é o cineasta alemão Werner Herzog, que concedeu entrevista nesta quarta-feira, dia 21 de novembro, em presença de Marcelo Mendonça, gerente do CCBB, Daniel Restrepo, da fundação Mapfre e Carlos Reviriego, curador do festival.

Autor de longas-metragens inesquecíveis para muitos cinéfilos, como Aguirre (1972, que inclui a aparição do diretor brasileiro Ruy Guerra), Nosferatu - O Vampiro da Noite (1979), Fitzcarraldo (1982), e filmes mais recentes com a presença de astros de Hollywood, como Christian Bale e Nicolas Cage  respectivamente em O Sobrevivente (2006) e Vicio Frenético (2009) e premiados documentários como O Homem Urso (2005)  e o último trabalho, que será exibido no festival, Into The Abyss, falou, em língua inglesa com carregado sotaque alemão, sobre a queda na qualidade do cinema atual, o uso excessivo de efeitos especiais e a sua carência por boas histórias. A distribuição desigual dos filmes em circuitos e a urgente necessidade de combater a pirataria na internet também foram temas abordados.

Assunto mais brando, ele comentou a sua participação como vilão no novo filme estrelado por Tom Cruise, Jack Rechier (ainda sem tradução),  com previsão de estreia nacional em janeiro de 2013, e reafirmou sua paixão pela cidade maravilhosa, Amazônia e o nordeste brasileiro.

E no desfecho da coletiva, o cineasta alemão revelou que o melhor ator com quem trabalhou é Bruno S, de O Enigma de Kaspar Hauser (1974). Falecido em 2010, ele não tinha formação profissional- diferentemente do que se acredita. Com Klaus Kinski, apontado como seu favorito, manteve durante quinze anos uma relação de amor e ódio.



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