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O diretor do longa -metragem de encerramento do Festival do Rio 2012, Philip Kaufman (A Insustentável Leveza do Ser e o vencedor do Oscar Os Eleitos) e seu filho e produtor Peter Kaufman concederam nesta quarta feira, 10 de outubro, uma entrevista coletiva no pavilhão principal do festival, localizado no Cais do Porto, Rio de Janeiro, para divulgar Hemingway e Gellhorn, projeto do canal de televisão à cabo HBO sobre um dos maiores escritores americanos, Ernest Hemingway, e a sua terceira esposa, Martha Gelhorn, uma das mais conceituadas correspondentes de guerra. 

No encontro, em presença da Diretora do festival, Ilda Santiago, o cineasta e o produtor responderam com simpatia e bom humor a todas as perguntas feitas pelos jornalistas presentes, incluindo assuntos relativos à duração incomum do filme, a escolha dos atores e locações, e até mesmo revelaram sua admiração pelo cinema brasileiro, em especial, os cineastas Nélson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, Philip contou que os conheceu em 1964, no Festival de Cannes, e apelidou Glauber - enaltecido por Deus e o Diabo na Terra do Sol. de “Wild Guy”. 

Em relação às duas horas e meia de projeção do longa, Kaufman recorreu ao próprio Hemingway, citando uma de sua frases: “O amor custa mais a acontecer que o ódio, no entanto, é bem mais durável”. E ambos acreditam que filmes do gênero romance épico não estão bem cotados devido à baixa procura do público, mas acham que eles devem continuar sendo feitos, pois se tratam de histórias, registros que podem se perder com o tempo se não repaginados no cinema e que merecem ser partilhados com o grande público, e ainda mais tratando-se de um fato verídico, um romance tão conturbado que teve como pano de fundo datas importantes, a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Grande Guerra. 

 "Hemingway e Gellhorn" foi escolhido para encerrar Festival


Com um limitado orçamento, a solução encontrada para um filme que exige muitas locações foi inserir imagens reais dos eventos junto às gravações em estúdio protagonizadas pelos atores. Os quesitos figurino e maquiagem, no entanto, foram meticulosamente bem elaborados, dando máxima precisão da passagem do tempo e verossimilhança à época. 

Além dos elogios a parte técnica, Phillip Kaufman aproveitou para destacar o trabalho dos atores, entre eles o brasileiro Rodrigo Santoro, que na trama vive um revolucionário espanhol, Nicole Kidman, e, sobretudo, Clive Owen. O britânico teve que se adaptar ao sotaque americano para compor o personagem, além de ganhar peso e treinar os trejeitos característicos do temperamento oscilante do escritor, autor de livros fundamentais da literatura americana, com O Sol Também Se Levanta, Adeus às Armas, Por Quem os Sinos Dobram e O Velho e o Mar.

Hemingway e Gelhon foi indicado este ano a 15 categorias na última edição da maior premiação da televisão americana, Emmy Awards, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Atriz. O filme foi escolhido para o encerramento do Festival do Rio, na mostra Panorama do Cinema Mundial.



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