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Cena-do-filme-O-Diário-de-Tati
O Diário de Tati, que estreia no dia 24 de agosto, é baseado no livro homônimo escrito por Heloísa Perissé, que tem como protagonista a personagem criada na peça de teatro Cócegas, de 2001. Depois o personagem-título fez sucesso em programas de humor da TV Globo, como A Escolinha do Professor Raimundo, e teve um quadro próprio no jornalístico Fantástico. 

Dirigido por Mauro Farias  no longínquo ano de 2006, o longa conta a história de Tatiana (Heloísa Perissé), uma típica adolescente com dificuldades para aprender matemática que fica em recuperação no fim do ano,  irritando sua mãe (Louise Cardoso), e o pão-duro do seu pai (Marcos Caruso), que contrata Maurinho (Marcelo Adnet), amigo do seu irmão Tom (Pedro Neschling) para ajudá-la a passar de ano. Enquanto isso, ela sonha com Zeca (Thiago Rodrigues), o garoto mais maneiro da escola, mas terá que disputá-lo com a sua rival Camila Pessegueiro (Thaís Fersoza). Todas suas aventuras são narradas no seu querido diário, que Tati carinhosamente chama de “Di”. 


Adolescência é retratada com infantilidade  

O principal problema do filme é a caracterização excessiva da sua personagem principal.  Tati,  uma adolescente com seus 14, 15 anos, é interpretada por Perissé como uma criança de sete, já que  o que o público vê ao longo da projeção é uma série de caras e bocas e diálogos sofríveis por parte de Tati e seus amiguinhos.

Poster-do-filme-O-Diário-de-Tati
Esse é o problema de termos uma atriz com uma idade muito superior à da sua personagem, erro esse que poderia ser minimizado se na seleção de elenco os produtores mantivessem a coerência de escalar atores e atrizes da mesma faixa etária para interpretar os amigos de Tati.  O que se vê são jovens atores interpretando pessoas da mesma idade da personagem principal, evidenciando ainda mais a atuação excessiva que Heloísa Perissé imprime a sua personagem e que  leva ao ridículo todo o elenco. 

Na direção, Mauro Farias, que tem larga experiência dirigindo séries de TV, nos mostra nesse longa que preferiu ficar em terreno seguro, realizando um filme com pouco uso da linguagem cinematográfica. Como resultado, O Diário de Tati parece um filme convertido, tendo sido na verdade pensado como um especial da Globo de Natal, já que em poucas sequências o diretor utiliza travellings, preferindo sempre manter sua câmera em lugar “seguro” usando e abusando de planos bem fechados característicos de TV. 

Trama rasa desperdiça tema interessante

Apresentando uma trama rasa até para uma criança de sete anos, O Diário de Tati falha na sua principal “missão” que era ser um filme sobre as questões da adolescência (mesmo Tati sendo retratada como uma caricatura dos jovens). Os realizadores perdem a oportunidade de trabalhar essa questão ao optarem por caracterizar Tati de modo extremamente infantil, errando assim no alvo ao produzirem um filme para o nicho errado, já que esse longa deveria ser vendido para crianças de 0 a 5 anos e não adolescentes no seu rito de passagem.   

Por Bruno Medeiros
Nota: 2.0 


Ficha Técnica

O Diário de Tati
Brasil, 2006
Direção: Mauro Farias
Roteiro: Paulo Cursino, Heloisa Perissé
Elenco: Heloísa Perissé, Louise Cardoso, Marcos Caruso, Marcelo Adnet, Thaís Fersoza, Thiago Rodrigues

Estreia 24/08







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Postar um comentário

  1. Parede legal quando vc ve pelo trailer,mais quando chega no cinema eh uma porcaria !Eh só a história de uma adulta querendo se passar de boba.Achei horrivel,bom mesmo foi autback e a era do gelo 4.Esses sim são filmes que prestam !

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