0



Cena do Filme "O Legado Bourne"
O Legado Bourne, que estreia no dia 7 de setembro, é o filme mais novo de uma das melhores franquias de ação surgidas na última década. Esse novo exemplar acerta em manter coisas boas dos anteriores, mas também erra ao exagerar em certos aspectos já bem definidos pelos filmes anteriores. 

Novo agente protagoniza “O Legado Bourne 


Desta vez sem o astro da trilogia Matt Damon e sem a direção de Paul Greengrass, dos excelentes Supremacia Bourne e Ultimato Bourne, este filme conta com a presença do novo “Bourne” Aaron Cross (Jeremy Renner, de Os Vingadores), um dos agentes Outcome. Dependente de medicamentos que aumentam sua força e inteligência, tem seu progresso durante o treinamento acompanhado pela Dr. Marta Shearing (Rachel Weisz), que trabalha nos laboratórios da farmacêutica responsável pelas drogas. Depois que a vida de ambos é virada de cabeça para baixo, eles são perseguidos pelo implacável Eric Byer (Edward Norton), chefe de uma poderosa agência secreta norte-americana. O filme ainda conta com o retorno de veteranos da franquia como: Stacy Keach, Joan Allen, Scott Glenn e David Strathaim.

Poster do filme "O Legado Bourne"
Dirigido por Tony Gilroy, roteirista dos três longas anteriores, sem a velocidade habitual da série, O Legado Bourne tem um ritmo lento e introduz bem os seus personagens. O interessante é que Gilroy situa sua história durante os acontecimentos do último filme. Dessa forma, é constante a presença de Jason Bourne que, embora não seja visto, é citado durante boa parte do longa. 

Com um roteiro linear (ainda mais se o compararmos aos anteriores) O Legado Bourne é beneficiado pela eficiente fotografia de Robert Elswit, vencedor do Oscar por Sangue Negro. Trabalhando muito bem as paletas de cores, realçando o frio do Alasca no inicio, com tons azuis e cinzas, e o clima quente de Manila, nas Filipinas, com um tom amarelado, ele nos mostra ainda um interessante movimento de câmera quando Aaron salva um personagem em determinado momento. Temos também uma boa montagem por parte de John Gilroy, conferindo ao filme fluidez e agilidade em seus dois últimos atos e um ritmo mais lento e contemplativo no primeiro. 

Vivendo Aaron Cross com vitalidade, surgindo sempre imbatível, Jeremy Renner se mostra muito bem nas cenas de ação, com ótimas coreografias. O problema é que devido ao roteiro, Aaron é praticamente um mutante, não surgindo ninguém capaz de confrontá-lo. Por isso temos um filme sem um grande clímax, e a perseguição final não consegue prender o espectador. 

Aspectos técnicos se destacam 


Temos em O Legado Bourne, um bom filme de ação realçado por bons destaques técnicos (como é padrão em blockbusters hollywoodianos), mas que falha ao desenvolver pouco seus personagens secundários, e por mostrar uma trama rasa, fazendo o filme ser definido pela busca da cura do espião e a fuga de seus caçadores, o que não é muito se comparado com os primeiros longas. 

Errando principalmente pela falta de verossimilhança e o suporte do roteiro para a ação que os outros longas forneciam, essa franquia se assume como um filme pipoca de verão, e não mais como um interessante longa de espionagem com viés político. 

Por Bruno Medeiros 
Nota: 7




Ficha Técnica

O Legado Bourne (The Bourne Legacy) – 135 min.
EUA – 2012
Roteiro: Dan Gilroy
Direção: Tony Gilroy
Elenco: Jeremy Renner, Scott Glenn, Stacy Keach, Edward Norton, Rachel Weisz, Donna Murphy, David Straithaim, Joan Allen

Estreia: 31/08

Compartilhe este conteúdo |

O Cinema está na Rede e também no Twitter O Cinema está na Rede e também no Facebook

Postar um comentário

 
Top