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Cena do filme francês "Até a Eternidade"
O longa francês Até a Eternidade acompanha a rotina de um grupo de amigos em um passeio de férias num lindo lugar. Ao contrário do vasto repertório de obras cuja proposta é explorar a comicidade das situações nas quais pessoas – geralmente mais jovens, embriagadas e um tanto quanto idiotas – vão para a praia se divertir de diferentes formas, aqui a situação tem suas peculiaridades. Os amigos decidem curtir as férias, mesmo após um dos integrantes do grupo, de loucuras passadas, ficar hospitalizado em estado grave em decorrência de um acidente.

Apesar do respeito, e da sólida amizade entre eles – todos são adultos, maduros, alguns têm filhos –, há conflitos ocasionados por sentimentos de culpa, ciúmes e segredos que precisam ser guardados às sete chaves. E, óbvio, há momentos de descontração e humor. A comédia romântica concentra boas interpretações – destaque para a intensa (e linda) Marion Cottilard, vencedora do Oscar de melhor atriz pelo filme Piaf em 2008 , e até certo ponto, os conflitos dos personagens, e a oposição entre os momentos positivos e negativos deles, são expostos com clareza.

Filme francês "Até a Eternidade" peca pela redundância


Cartaz nacional do filme francês "Até a Eternidade"
Infelizmente, com seus 154 minutos de duração, a narrativa torna-se redundante em vários aspectos, e a verborragia dos conflituosos conviveres torna-se desnecessariamente prolongada. O filme é longo demais, para o que precisa propor. O público sabe do segredo de certos personagens, mas precisa esperar certo lenga lenga, para constatar se haverá um entendimento entre as partes ou não, algo parecido com a estrutura narrativa de uma novela, na qual mistérios são relevados no último capítulo. No cinema, isso não é legal.

A execução exagerada de músicas pop, como elemento ilustrativo de algumas sequências, é a mera inserção de um falso teor melancólico. Comprova-se, com o uso indevido do recurso narrativo, o peso na mão do diretor Guillaume Canet na construção da atmosfera dramática. É possível vislumbrar saudosos momentos do elenco em cena, mas é uma pena que Até a Eternidade seja uma experiência que não faz jus ao título, pois diante da sua fragilidade, nada mais é do que um filme esquecível.

Nota: 6.5 





Ficha Técnica

Até a Eternidade (Les Petits Mouchoirs) – 154 min
França – 2010
Direção e Roteiro: Guillaume Canet
Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Benoît Magimel, Gilles Lellouche, Jean Dujardin

Estreia: 6 de julho 

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