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Headhunters é um suspense de tirar o fôlego. Filme do diretor norueguês Morten Tyldum, é a sua segunda adaptação literária para o cinema. Baseado no romance homônimo de Jo Nesbø, o roteiro também leva os créditos de Lars Gudmestad e Ulf Ryberg, responsável pelo roteiro do terceiro filme da trilogia Millenium – A Rainha do Castelo de Ar. O ritmo do longa e a qualidade dos efeitos especiais, além de uma certa crueza na representação dos fatos, faz com que as situações aflitivas nas quais o personagem interpretado por Aksel Hennie se envolve envolvam também o espectador. Além disso, a obra possui um encadeamento lógico inteligível e as tomadas de ação ocupam grande parte da trama, que possui, pelo menos, uma cena muito memorável.

Cena do filme "Headhunters"

Caçada sem "Headhunters"


Roger Brown (Aksel Hennie) é caçador de talentos de grandes corporações, sendo responsável por recrutamentos e entrevistas. Ele também faz uso de sua posição para caçar as vítimas dos roubos de obras de arte valiosas. Perito, utiliza o dinheiro extra para sustentar o alto nível de seu estilo de vida, acreditando que assim satisfaria sua esposa, Diana Brown (Synnøve Macody Lund), mulher inteligente, bonita e dona de uma galeria de arte. Em sua parceria com Ove Kjikerud (Eivind Sander) e seu caso amoroso com Lotte (Julie R. Ølgaard), Roger leva uma vida boa até ser apresentado a Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau), CEO de uma empresa líder em tecnologia de rastreamento.

Clas surge como uma presa dupla para Roger, primeiro por estar disponível para um cargo e, segundo, por ter uma pintura de Rubens muito valiosa sobre uma caçada. Em seguida, há uma reviravolta e ele se torna presa de sua caça. Durante o roubo, descobre que o homem caçado está tendo um caso com Diana e depois toma conhecimento de suas habilidades militares. Com isso, tem início uma longa e insistente perseguição. As alternâncias de caçadas, quem caça quem, estão bem administradas no filme. É aí onde está o poder de tirar o fôlego.

Cartaz original do filme "Headhunters"

O medo da caça no filme de Morten Tyldum


Aksel Hennie desempenha muito bem o seu papel. É interessante observar que se trabalha mais com a ameaça de ser capturado e com a aproximação do caçador, já que praticamente não há contato entre os dois. Clas costuma estar oculto, à distância, sendo que os pontos máximos de tensão são as curtas proximidades. Esses são elementos de medo. Em alguns momentos, as cenas poderiam ser cômicas e algumas parecem um pouco inverossímeis, certamente dando trabalho para a direção de Tyldum, ou para o espectador conter o riso.

No entanto, as demonstrações de medo e a aflição de uma fuga quase impossível acabam com a vontade de rir. Headhunters é um filme no qual há muito sangue, mas o protagonista não se machuca tanto. Como já foi mencionado sobre as relações lógicas, quase não há lacunas. O desfecho da trama está logicamente fundamentado, por isso é bom prestar atenção na apresentação dos fatos, porque eles servem para conectar os elementos do conflito. No geral, é um longa bem produzido.

Por: Angela Gomes
Nota: 8 





Ficha Técnica

Headhunters (Hodejegerne) – 100 min
Noruega, Alemanha – 2011
Direção: Morten Tyldum
Roteiro: Lars Gudmestad, Ulf Ryberg – Baseado em romance de Jo Nesbø
Elenco: Aksel Hennie, Nikolaj Coster-Waldau, Synnøve Macody Lund, Eivind Sander, Julie Ølgaard

Estreia: 06 de julho

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