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Festa no Céu

Crítica - Um Homem de Sorte

2 de maio de 2012



Zac Efron em cena do filme "Um Homem de Sorte"
Baseado no livro homônimo do romancista Nicholas Sparks – o mesmo autor de livros dos quais algumas histórias também viraram filmes, como os mais recentes Querido John e A Última Música (ambos de 2010) –, Um Homem de Sorte traz às telas a história de amor entre o sargento fuzileiro naval Logan, interpretado por Zac Efron (de Noite de Ano Novo) e a proprietária de um canil e mãe do garoto Ben (Riley Stewart), a divorciada Beth (Taylor Schilling, protagonista da série de TV Mercy).

Se em seus livros, Nicholas Sparks, o autor recorrente das listas de mais vendidos do New York Times, utiliza invariavelmente (com algumas exceções, como Um Amor para Recordar) o amor, a paixão avassaladora como forma de redenção para que os personagens ultrapassem algum evento trágico sofrido e vivam felizes para sempre, a adaptação ao cinema de The Lucky One (título de origem) segue os mesmos moldes, da mesma forma que vem sendo desde a primeira adaptação, em 2004, de Diário de uma Paixão.

Todos os personagens são reflexos de uma hipérbole caricatura vista em contos de fadas de desenhos animados, nos quais o bom, no caso o personagem de Zac Efron, é extremante generoso e cordial, inclusive com o inimigo, o ex-marido de Beth e pai do menino Ben, que força a barra e corrobora sua maldade em cada aparição.

Pôster nacional do filme "Um Homem de Sorte"
O bom-coração sargento fuzileiro naval Logan parte em busca da imagem da até então mulher desconhecida de uma foto, que salvara sua vida durante o combate na guerra do Iraque. As cenas do conflito, no início do filme são bem executadas, lembrando o vencedor do Oscar de 2010, Guerra ao Terror. Atormentado com os efeitos do conflito, o jovem sargento acredita que só terá paz se conhecê-la. Quando a encontra, a história de amor se desencadeia até o final da projeção. Sem revelar o motivo real pelo qual a procurou, o rapaz pede para trabalhar no canil da família. A partir desta premissa, o filme constrói uma história de forte apelo romântico, com direito a alguns soluços e lágrimas do público sensível que adora este tipo de gênero.

"Um Homem de Sorte" é fiel ao romantismo do livro e ajustado, no entanto, sem surpresa alguma


Todos os pontos de virada do roteiro estão perfeitamente sincronizados, encaixados de uma maneira para que não exista vacilo no enredo. A adaptação da história de Nicholas Sparks flui bem e pode cativar naquilo que se propõe, isto é, emocionar e até embriagar o público. Não foi por acaso que Um Homem de Sorte vendeu mais de 50 milhões e, no Brasil, mais de três milhões de cópias. É uma fórmula muito bem feita por Sparks e executada pelo diretor Scott Hicks, de Sem Reservas (2007) e do filme pelo qual Geoffrey Rush venceu o Oscar de Melhor Ator, Shine – Brilhante (1996).

O problema é a lacuna enorme no quesito surpresa, já que não há incógnita, não há charada, tudo é bastante claro aos olhos do espectador. E se já não fosse suficiente, a narração em off no prólogo funciona como um spoiler, estragando qualquer chance de pôr em dúvida a quem assiste ao longa de como será o epílogo.

Mais dois livros de Nicholas Sparks devem ser adaptados ao cinema


O sucesso comercial – principalmente nos Estados Unidos, Portugal e, recentemente, no Brasil é tanto que mais uma produtora comprou, segundo o site do escritor, os direitos autorais de dois livros. São eles: At First Sight (2006) e True Believer (2005). Com mais estes dois, o autor, que já lançou 18 livros, teria a oitava adaptação ao cinema. As seis já existentes, além das quatro já citadas, são Noites de Tormenta (2008) e Uma Carta de Amor (1999).

Nota: 4 






Ficha Técnica

Um Homem de Sorte (The Lucky One) – 101 min
EUA – 2012
Direção: Scott Hicks
Roteiro: Will Fetters – Baseado no romance de Nicholas Sparks
Elenco: Zac Efron, Taylor Schilling, Blythe Danner, Jay R. Fergusson, Riley Thomas Stewart, Adam Lefevre

Estreia: 4 de maio 

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2 comentários:

Película Criativa disse...

Ainda não assisti Um Homem de Sorte, mas não confio em nenhum filme estrelado por Zac Efron.

Anônimo disse...

As obras de Sparks são histórias que trazem lições de vida,no entanto o modo de escrita do escritor é ´´raso``,um tanto descritivo,meio pobre em riquezas literárias .Temas profundos abordados por ele ganham a profundidade de um pires!Dificilmente faz jus ao clímax da história ou a momentos de grande carga emotiva.O escritor descreve estes instantes de forma pouco criativa.Certo que seus livros vendem como água e já ganharam várias adaptações no cinema, entretanto convenhamos que isso não é sinal de grande qualidade!Muitos escritores de ´´best sellers`` são horríveis,alguns regulares,outros bons.Sparks está entre os horríveis e os regulares;seus livros podem ser uma boa distraçãozinha que talvez venham a acrescentar algo ao leitor.

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