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O famoso jogo de tabuleiro Batalha Naval, que todos já estão cansados de jogar, resolveu atender a propósitos diferentes: foi a base de inspiração do diretor Peter Berg em sua nova produção, o filme Battleship – A Batalha dos Mares. Adicionando elementos como extraterrestres e soldados nessa brincadeira de afundar os submarinos e porta-aviões do adversário, o longa é mais um blockbuster que aborda a luta humana, representada por um grupo liderado por oficiais navais, contra o domínio alienígena. Só que, dessa vez, a trama se desenrola dentro d'água, inclusive com alguns navios que seguem curiosamente o formato das peças do jogo da Hasbro. Com roteiro de Erich Hoeber e Jon Hoeber, e fotografia assinada por Tobias Schliessler, Battleship dá início a um confronto de contornos épicos, mas de história demasiadamente rasa.

Protagonistas de "Battleship – A Batalha dos Mares"

"Battleship: A Batalha dos Mares" apresenta o poder bélico naval contra uma ameaça de outro mundo


O filme aborda a história do oficial naval Alex Hopper (Taylor Kitsch, de John Carter: Entre Dois Mundos), que trabalha no navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane (Liam Neeson, o Zeus da saga Fúria de Titãs). A relação entre ambos é delicada, uma vez que Alex é noivo da filha de Shane, Sam (Brooklyn Decker, de Esposa de Mentirinha), e não é bem visto pelo chefe. Quando se encontram em alto mar, eles acabam esbarrando com uma força alienígena desconhecida, que logo se mostra capaz de ameaçar a toda a humanidade. A partir daí, precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone (Alexander Skarsgaard, de Melancolia), na busca por deter o inimigo. Além deles, a equipe também é composta por um grupo de cientistas comandados por Cal Zapata (Hamish Linklater) e pela especialista em armas Cora Raikes (Rihanna). A partir daí, o longa acompanha o lado dos humanos e o lado dos alienígenas durante o desenrolar de uma disputa violenta e cheia de ação pelo controle do planeta.

"Battleship"  é constituído de pouco mais de duas horas preenchidas com ótimas explosões, mas não vai além disso


Cartaz do filme "Battleship – A Batalha dos Mares"
O filme é repleto de efeitos especiais bastante competentes, que inclusive explicam seu orçamento de US$ 200 milhões, mas nada que já não se tenha visto em obras como os da série Transformers – a comparação com os filmes dos Decepticons é inevitável. É basicamente o ponto alto e a grande aposta durante o longa: prender a respiração do público com um efeito especial incrível atrás do outro, já que a história em si não demora a se desenrolar e, desde as cenas de ação, já se explodem na telona.

Uma das principais apostas, principalmente de marketing, é a presença de Rihanna em sua primeira experiência no cinema. Apesar de os personagens do filme em geral deixarem todos bastante a desejar por terem a exposição de suas personalidade em um nível muito superficial, a expectativa sobre a cantora só coloca uma lente de aumento em sua – muito – fraca atuação. O protagonista Taylor Kitsch é outro que também parece não ter conseguido encontrar o tom de seu personagem.

Apesar de a história não ser lá algo muito genial de ser idealizado, não se pode deixar de citar que em alguns pontos o filme tem seus bons momentos criativos. Se a história em si é batida, surpreende com elementos como as armas de destruição utilizadas pelos alienígenas. Esses momentos, aliados aos ótimos efeitos especiais, geram um bom resultado visual. Por outro lado, o que vai além do visual do filme não vale a pena. O fato de o roteiro não fazer o menor esforço para inovar na temática da invasão alienígena, já espremida incontáveis vezes por diversos diretores de cinema, não ajuda a criar uma história, no mínimo, interessante. E, de quebra, ainda temos de brinde aquele típico patriotismo norte-americano, que acaba cansando o público em alguns momentos.

A crítica internacional já havia sido bastante severa em seus comentários a respeito do filme e, mesmo levando em conta que a intenção é mesmo a de somente entreter, sem maiores ambições, o conjunto final realmente não é dos melhores. Mesmo sendo interessante visualmente, não é o tipo de filme em que a história vá ser comentada em uma roda de amigos no futuro. Ir ao cinema para conhecer o desenrolar da trama de Battleship é uma experiência em que se a pipoca não for boa, com o perdão do trocadilho, a ida ao cinema vai por água abaixo.

Nota: 6 



Trailer - Battleship por CinemaNaRede.

Ficha Técnica

Battleship: A Batalha dos Mares (Battleship) – 131 min
EUA – 2012
Diretor: Peter Berg
Roteiro: Erich Hoeber, Jon Hoeber
Elenco: Taylor Kitsch, Brooklyn Decker, Alexander Skarsgård, Rihanna, Asano Tadanobu, Liam Neeson, John Pense, Reila Aphrodite, Peter MacNicol, Jesse Plemons, Tadanobu Asano, Beau Brasseaux

Estreia: 11 de maio 

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