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Nós do Cinema na Rede participamos da entrevista coletiva com o diretor Heitor Dhalia, organizada para o lançamento de seu filme mais recente, 12 Horas, protagonizado por Amanda Seyfried. Heitor é conhecido no cinema nacional principalmente pelo sucesso de O Cheiro do Ralo, de 2007. Depois de À Deriva, de 2009, o diretor lança seu primeiro trabalho em Hollywood.

O rigor de mercado da indústria hollywoodiana se faz presente no filme "12 Horas"


O diretor Heitor Dhalia lança seu novo filme, "12 Horas"
Um pouco tímido no início, Heitor falou principalmente sobre a experiência de um diretor estrangeiro e iniciante no mercado cinematográfico hollywoodiano. Ele fez questão de deixar claro que 12 Horas não se trata de um projeto que contém sua marca pessoal como diretor. Para ele, dirigir um filme na indústria norte-americana era uma meta pessoal e, para realizá-la, estava disposto a abrir mão do controle criativo com o qual estava acostumado no Brasil. "12 Horas é um filme de produtor, e não de diretor", afirma.

O diretor falou ainda sobre o rigoroso controle matemático da indústria estadunidense. "Hollywood funciona como um mercado de ações, tudo é visto pelo olhar do retorno de investimento. A maioria das ações da indústria norte-americana é baseada nos números". Para assumir a direção de 12 Horas, Heitor precisou disputar a vaga com outros 16 diretores, em um verdadeiro processo seletivo baseado no currículo de cada um.

Heitor Dhalia fala sobre o filme "12 Horas"
O cineasta, que não pôde levar para os EUA ninguém de sua equipe brasileira, confessou que em alguns momentos se sentia apenas como um outro membro da equipe de filmagens, com pouquíssima influência criativa. O diretor não pôde, por exemplo, realizar uma de suas práticas habituais: ensaiar as cenas com os atores antes de gravar. Qualquer contato com os atores deveria ser mediado pela presença dos produtores do filme.

Heitor Dhalia teve que lidar com dificuldades de cineasta iniciante


Apesar das dificuldades que enfrentou na direção do filme, Heitor se mostrou compreensivo sobre a postura dos produtores de 12 Horas. Além de ser um diretor novo e desconhecido por lá, o controle rigoroso é em parte justificado pelo fato de a produção do longa estar bancando a produção financeiramente, e arriscando seus próprios recursos na obra.

Como pontos positivos de dirigir um filme em Hollywood, Heitor destacou principalmente a qualidade técnica e a grande quantidade de profissionais de alto escalão disponíveis para o trabalho. Sobre trabalhar com Amanda Seyfried no papel principal, o diretor disse que foi tudo bastante tranquilo, já que a atriz era uma profissional bastante fácil de se trabalhar, característica que o ajudou na hora de contornar, por exemplo, a ausência de ensaios antes das cenas. 

Para Heitor Dhalia, 12 Horas deu a ele a oportunidade de conhecer de perto a maior indústria cinematográfica do mundo, e esse era um sonho pelo qual ele estava disposto a abrir mão de seu toque pessoal na obra. Porém, para realizar projetos futuros em Hollywood, o diretor pretende garantir em contrato maior liberdade criativa.



Por: Lucas Siqueira Cesar 

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