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Transcendence

Crítica - Área Q

12 de abril de 2012



Thomas Mathews (Isaiah Washington), reconhecido repórter nos Estados Unidos por ir a fundo para descobrir a verdade, tem sua vida conturbada pelo desaparecimento de seu filho. O jornalista passa quase um ano de buscas, sem descobrir nada sobre o sequestro. Já a ponto de perder o emprego e sua casa, vê-se na contingência de aceitar a oferta de seu chefe para investigar casos de abduções alienígenas e curas inexplicáveis, deixando – muito a contragosto – Los Angeles para ir ao local dos fatos: Ceará, no Brasil.

Murilo Rosa em cena de "Área Q"
Cético, inicia suas investigações nas cidades de Quixadá e Quixeramobim, conhecidas como Área Q pelas iniciais das cidades por ali. Comunica-se frequentemente com o investigador norte-americano do sequestro do filho, com o claro intuito de terminar a matéria e retornar. Ouvindo os relatos, porém, começa a notar alguma coerência nos fatos inusitados. Intrigado ao conhecer João Batista (Murilo Rosa, de Aparecida: O Milagre), passa definitivamente de pesquisador a protagonista dos fatos.

Dirigido pelo brasileiro Gerson Sanginitto, "Área Q" envolve elementos de ficção científica e espiritualidade


Quando Gerson Sanginitto e sua esposa Carina Sanginitto se reuniram com o cearense Halder Gomes para produzir o filme, surgiu esta surpresa para o cinema brasileiro. Há realmente muitos relatos de contatos com ETs e abduções na região. É inevitável traçar um paralelo entre as mensagens dos ETs e os ensinamentos espíritas (doutrina de Gerson), ainda que se possa dizer que aquela é uma alternativa a esta; nada que comprometa a obra. A contemporânea questão ambiental também fica bem registrada.

Quixadá e Quixeramobim rendem bela fotografia, acompanhada de uma bem selecionada trilha musical


A marcante personalidade transmitida por Eliosvaldo, personagem de Ricardo Conti (cicerone de Thomas Mathews) lembra a alegria do próprio Halder Gomes. Murilo Rosa entrega-nos três personagens com segurança e a mesma naturalidade de uma conversa a dois: comunica, envolve e transporta-nos para o filme Área Q; ou ele acredita mesmo no que interpreta ou é um ótimo ator. Já Tânia Khalill soube dar o “tom” correto para a Valquiria. Os efeitos especiais, na média, são bons e até surpreendentes, considerando o orçamento do longa. Talvez pudesse ser melhor na cena das árvores, por exemplo, mas assista e depois comente.

Por: Ricardo Luiz
Nota: 7 




Ficha Técnica


Área Q (Area Q.) – 100 min
Brasil, EUA – 2011
Direção: Gerson Sanginitto
Roteiro: Gerson Sanginitto, Julia Camara
Elenco: Isaiah Washington, Murilo Rosa, Tânia Khalill, Ricardo Conti

Estreia: 13 de abril

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3 comentários:

Anônimo disse...

Acho que vc foi bondoso com esse 7 ein...

Chris Fernandes disse...

Achei o filme muito bom e acho que devemos valorizar todo este esforço do cinema nacional, que muitas vezes com poucos recursos, tem conseguido fazer um cinema de qualidade. Particularmente achei o filme excelente não só pela atuação de Ricardo Conti (uma super revelação) como também pela fuga daquela tematica batida de pobreza, favela e traficante que é a realidade, mas não é tudo que tem por aí. Parabéns ao Area Q!

Anônimo disse...

Gente valorizar o cinema na minha opinião é ir ao cinema e prestigiar filme de qualidade ,e não passar a mão na cabeça nas porcarias q andam fazendo , só pelo fato de ser novidade . Estive na pré - estreia de SP , coloco esse filme no candidato aos piores do ano , com fortissima chances de ganhar .

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