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O diretor e roteirista Andrew Stanton (de animações como Wall-E e Procurando Nemo) vive sua primeira experiência em live-action com John Carter: Entre Dois Mundos. O longa, baseado no romance de Edgar Rice Burroughs, A Princess of Mars, marca o centenário de criação do personagem John Carter, de quem Stanton sempre foi fã. O filme conta a história do capitão John Carter, ex-militar norte-americano que, ao encontrar um misterioso medalhão, é transportado de forma inexplicável para Marte, ou Barsoom.

Filme John Carter: Entre Dois Mundos tem ação de sobra e 3D mal aproveitado


Em Marte, Carter (Taylor Kitsch, de X-Men Origens: Wolverine) descobre que o planeta está em guerra e aos poucos se envolve neste conflito cheio de ação. Tanta ação, que cansa o espectador. Apesar da excelente proposta de John Carter: Entre Dois Mundos, o roteiro peca por ser raso. Histórias com pouca profundidade, em um tempo mal aproveitado, pela constante inserção de cenas de ação longas e desnecessárias, são preenchidas por personagens com atuações nada empolgantes. A impressão de já ter visto as mesmas coisas em algum lugar também é constante e é quase impossível não associar o enredo à Star Wars, embora o diretor negue qualquer semelhança ou inspiração. O recurso tridimensional é outro quesito que gerou expectativa para a estreia do longa, mas também vai decepcionar. O 3D é quase imperceptível e não favorece a obra de Stanton. 

Locações de John Carter e personagens não-humanos amenizam pontos fracos


Stanton acerta na escolha das locações para o filme. A opção pelo deserto estadunidense de Hanksville, Utah, foi apropriada para o pouco que ainda sabemos sobre Marte e sua geografia. Agradam também os personagens não-humanos do longa, chamados Tharks, que apresentam atuações menos rasas em comparação aos humanos, e com tramas melhores desenvolvidas pelo roteiro. Stanton cogita uma trilogia e o final do primeiro longa dá base para uma continuação. Agora é esperar para ver se ele acerta no próximo. 

Nota: 5



Ficha Técnica


John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter) – 132 min
EUA – 2012 
Direção: Andrew Stanton 
Roteiro: Andrew Stanton, Mark Andrews, Michael Chabon – Baseado no livro de Edgar Rice Burroughs 
Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Willem Dafoe, Thomas Haden Church, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy

Estreia: 9 de março

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  1. Logicamente que o diretor vai negar que houve inspiração, uma vez que o filme é uma adaptação de uma história com quase 100 anos! Star Wars é que se inspirou em John Carter. Comparar com Star Wars (ou até Avatar) é uma covardia, pois, repito, a história original foi fonte de inspiração para o gênero e, assim, vai soar parecido com o que veio depois. Se tentassem uma abordagem diferente, evitando a "semelhança" com filmes anteriores, a adaptação não seria fiel, não fazendo a justa homenagem a Edgar R. Burroughs, tardia, mas merecida.

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  2. Vi o filme no cinema.

    ESTÁ ENTRE OS MELHORES FILMES QUE JÁ VI.

    Gringo gosta de lixo, por isso não vê coisa boa.

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  3. O filme é ótimo, e Daisy, Star Wars, e todo o gênero de filmes épicos, tipo senhor dos Anéis, Avatar, te base nele.

    Os livros de 1900 e pouco, são um marco. Eu já li 3, em um português mais difícil, da época, e 1 que comprei a dois anos, reescrito acho, com uma linguagem melhor. Esse último em inglês.]

    O filme, para o gênero ação é ótimo. Não tem um Deep, mas o John Carter fez bem o papel. O filme não é perfeito, mas longe de um 5, um 8 ao menos, para o que um filme de ação propõe.

    O seu gênero é o "Épico". Tem que se criar isso. Chamar todo filme de ficção, como ficção científica é difícil.

    É um épico, de aventura e ação, que vale para todos verem.

    O ruim é que é necessário, as pessoas pensarem um pouco para pegar a história,tipo quando ele foi para Marte minha namorada não entendeu. Mas acho que no boca a boca, esse filme vai ganhar força, como foi com "se beber não case 1", e vai virar um ótima franquia, corrigindo as falhas do primeiro filme.

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  4. Péssimo filme!

    Bom só para quem se importa com efeitos visuais e sonoros e só!

    Histórias completamente mal desenvolvidas, sério problema no tempo do filme, o que o torna enfadonho, atuações muito falsas, lotado de clichês (dá pra fazer uma lista grandinha!). Não explica exatamente o passado do personagem que nomeia o filme, não deixa claro também as reais intenções dos therns... História cheia de furos e frequentemente confusa.

    Os tharks e o "cachorro" são o que salvam um pouquinho o filme, além da maravilhosa fotografia! Mas não recomendo que quem gosta de filmes bem desenvolvidos e com uma história coerente e bem encaixada vá ao cinema para ver. Não é exatamente um filme imperdível... não mesmo!

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  5. Não avaliei o livro, mas o filme. Como disse, é um filme raso e não entendo o que ele teria para ser considerado o melhor filme de uma vida. Talvez essa vida esteja com poucos filmes na lista dos já vistos. Enfim, a obra ficou tão aquém do livro, que a Disney já calcula um prejuízo de aproximadamente U$ 200 milhões. Eu continuo achando o filme fraco e parece que não apenas eu. E o que era pra ser uma trilogia parece que acaba por aqui. Não tiro o mérito do diretor, mas nessa tentativa ele não foi feliz. Aos que acham que ação sem conteúdo é a melhor coisa da vida, bom filme!

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  6. Concordo com a Daisy. A análise foi feita em cima do filme, e não do livro. Independentemente do fato dos livros de Edgar Rice Burroughs terem imensa importância e servirem de referência para inúmeras outras obras, isso não quer dizer que a adaptação cinematográfica vá acompanhar a qualidade da obra original. Dificilmente isso acontece. São poucos os casos em que a adaptação de uma obra importante para o cinema mantém a qualidade de sua inspiração. Aí chegamos a um ponto interessante a ser debatido e pergunto: o que é mais relevante em um filme? História e conteúdo dramático bem aprofundado ou cenas de ação com efeitos especiais? É evidente que efeitos especiais devem ser apenas complementos de um enredo que se propõe a ser rico, e não o inverso. Atualmente há uma inversão de valores não só no cinema, mas na arte em geral, de que a forma supera o conteúdo. Não é bem assim...

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  7. não tô nem ai, pra lenga lenga, não quero saber se deu bilheteria ou não ou se não traduz ao livro ao pé da letra, o filme foi bom e digno de continuação, sou mais esse do que muitos por ai, que ganha fama por apelos sexuais ,clichês ou de piada que agente ta cansado de ver no cimena

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  8. Seu comentário foi tão infeliz quanto a correção gramatical do seu argumento - agente (só se for secreto! rsrs)- ou posso chamá-lo de argumento? Pois só vejo apelos ofensivos e sem algum conteúdo ou embasamento. Deplorável esse tipo de crítica.
    Tirando o comentário infeliz deste último, o dos colegas foi bem embasado e concordo plenamente. Filme sem sal, recomendado para crianças (como o do último comentário) menores de 12 anos que não preveem algum tipo de conteúdo.
    Abraço.

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