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Ricardo Darín se tornou o rosto mais pop do cinema argentino atual, particularmente através de O Segredo de Seus Olhos, de 2009, que ganhou um merecido Oscar de melhor filme estrangeiro. Recentemente, o ator voltou ao centro das atenções com o também ótimo Um Conto Chinês, de 2011, e agora encena um ladrão de cofres em seu "novo" filme. Não tão novo, na verdade, já que A Dançarina e o Ladrão estreou em 2009 na Espanha. O atraso de lançamento no Brasil não interfere em nada no conteúdo da história, mas pode ter sido causado justamente por este longa não se equiparar aos outros do ator.

Um conto de fadas dos excluídos em "A Dançarina e o Ladrão"


Cena de A Dançarina e o Ladrão
O filme começa com a notícia de que o governo chileno, agora democrático, decidiu anistiar diversos presos do país. Em consequência, voltam a ser livres Ángel Santiago (Abel Ayala), um ladrão de pouca importância, e Nicolás Vergara Grey (Ricardo Darín), o famoso ladrão de cofres e caixas fortes. Os dois ainda não se conhecem pessoalmente, mas Ángel carrega uma mensagem: um novo plano para o grande Vergara Grey.

Vergara sai da cadeia com a intenção de se aposentar, com a esperança de recuperar sua família e o dinheiro do último roubo, mas nem tudo permaneceu intacto durante seu tempo na cadeia. Ángel, por sua vez, sai com uma mão na frente e outra atrás, apenas um plano na cabeça, e mais nada. Mas, em seu primeiro dia livre, Ángel conhece Victoria Ponce (Miranda Bodenhofer), uma dançarina de rua que lhe encanta os olhos.

Apesar de ter ido muito novo para a cadeia, Ángel é um garoto muito alegre, e tem um ótimo coração. Depois de se apaixonar por Victoria, tudo o que ele mais deseja é realizar seu sonho de ser uma grande bailarina. Victoria, que ficou muda depois de assistir ao assassinato de seus pais pelos soldados de Pinochet, mora em um porão emprestado por uma professora de ballet.

"El Baile de la Victoria" é belo, mas nem tanto


O filme foi escolhido pela Espanha para representar o país na categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar, mas não chegou a ficar entre os indicados. A atuação de Darín é boa, sempre com seu estilo característico, mas nenhuma outra atuação do longa chega a se destacar. A Dançarina e o Ladrão é um filme visualmente muito bonito, mas que parece almejar um pouco mais do que aquilo que realmente consegue transmitir em emoção e magia. Em certas cenas, se percebe claramente a tentativa de construir esses elementos, mas os recursos usados algumas vezes caem no exagero.

Por: Lucas Siqueira Cesar
Nota: 6







Ficha Técnica


A Dançarina e o Ladrão (El Baile de la Victoria) – 127 min
Espanha – 2009
Direção: Fernando Trueba
Roteiro: Jonás Trueba, Antonio Skármeta, Fernando Trueba
Elenco: Ricardo Darín, Abel Ayala, Miranda Bodenhofer

Estreia: 30 de março


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  1. Creio que é um filme que sabe seduzir pelas imagens, atuações e algo oculto tras a tela que parece falar mais que os personagens.
    Poderia ter sido um caos, mas por algum arte do diretor, situações diversas convivem sem incomodar, se o filme é comedia, drama ou de ação, nem sei, mas é muito agradável de assistir.
    GERARDO MILLONE

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  2. O filme é de uma beleza singela,humanizado como são os filmes argentinos ou chilenos, traçam o perfil apaixonante e dramático de seus atores.Como exemplo podemos citar o papel de Abel Ayala revela todo o seu lado juvenil e inconseguente inerente ao jovem de 20 anos moldado de sonhos e fantasias. É um filme para ser visto com ternura apreensão.
    Jorge A.Durães

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