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O que será de nozes?

Crítica - Beleza Adormecida

24 de março de 2012

Beleza Adormecida, da estreante diretora australiana Julia Leigh, definitivamente não é um filme convencional. É uma história recheada de drama, um certo suspense e incógnitas que não são reveladas explicitamente. O ponto de vista de cada pessoa é que determina o motivo de muitas das ações e reações contidas no enredo. Apesar do título aparentemente doce e que poderia pertencer a um conto de fadas, esta obra não chega nem perto do clássico A Bela Adormecida, da Disney, pois Beleza Adormecida está longe de ser um mundo repleto de fantasias inocentes.

Cena do filme Beleza Adormecida

Jovem atriz Emily Browning surpreende pela atuação no filme Sleeping Beauty


É perceptível que o objetivo da diretora neste longa é criar uma áurea de incômodo, com total atenção e foco na personagem principal, Lucy (Emily Browning,  de Sucker Punch). Lucy é uma garota jovem e dona de uma beleza angelical. É independente, mora sozinha em um uma pensão e paga aluguel. Além disso, ela também estuda e é cobaia de um aparente cientista. Fuma, usa algumas drogas e tem apenas um amigo, a quem visita de vez em quando. Uma onda de mistério parece envolvê-la a cada cena.

Para manter-se financeiramente, trabalha em um escritório e em uma lanchonete. A princípio, nada de mais, nenhuma história surpreendente, mas a vida de Lucy muda completamente quando ela entra em contato com uma cafetina de luxo, Clara (Rachael Blake), e a partir daí se submete às mais sórdidas experiências em troca de ganhar algum dinheiro.

A moça aceita trabalhar como garçonete em jantares luxuosos para homens mais velhos e muito ricos, trajando apenas lingerie; mas o ápice de sua atuação é quando Lucy – ou Sara, seu codinome –, torna-se um objeto sexual para velhotes. São cenas impactantes, até mesmo chocantes. A regra é simples: a garota toma um chá, adormece, e o seu ‘cliente’ entra no quarto e a acaricia, ou faz qualquer outra coisa que quiser, exceto conceber o ato de uma relação sexual.

Apesar da nudez ser explícita, não chega a ser despudorada; é apenas um corpo, um corpo sendo usado como um utensílio, uma forma de emanar prazer. Emily Browning é uma atriz muito jovem, e prova neste filme que, apesar do rosto doce e ingênuo, pode atuar com a maturidade de uma mulher. Vendo-a, pode-se imaginar que ela poderia ter saído do livro Mulheres, de Charles Bukowski.

Pôster nacional do filme Beleza Adormecida

Roteiro de Julia Leigh é bem construído, mas falta de trilha sonora em Beleza Adormecida é um ponto fraco


Ao assistir a um longa-metragem dramático, um elemento que se pode esperar com avidez é uma trilha sonora, mesmo que por alguns momentos, em determinadas cenas. Entretanto, isso não acontece em Beleza Adormecida. Não há sequer um background, nem mesmo ruídos, é literalmente um filme silencioso, de poucas palavras e mais expressões. 

Além desse pormenor, os frames do término de cada cena são finalizados sempre com uma tela negra, com um fade out, o que passa uma sensação melancólica. É um ponto positivo, exceto pelo fato de que há situações que não são cabíveis nem mesmo de aparecerem, por serem desnecessárias. Por outro lado, há cenas reflexivas e que cada espectador provavelmente terá um ponto de vista próprio.

Mesmo com características aparentemente simples, como prostituição, drogas e instinto de sobrevivência, essa produção não é e nem tenta fazer o estilo ‘agradar a todos’. É muito original, e em matériade de ter explorado toda essa fantasia obscena, foi muito feliz e merece ser analisado sob olhares atentos às particularidades. Não é um filme feito para assistir em família, isso seria extremamente constrangedor, mas vale a pena mergulhar nesse fascinante mundo de promiscuidade, certa ganância e alter egos de Lucy. 

Nota: 7,5



Clique aqui para ver o trailer

Ficha Técnica


Beleza Adormecida (Sleeping Beauty) – 101 min 
Austrália – 2011 
Direção e Roteiro: Julia Leigh 
Elenco: Emily Browning, Rachael Blake, Ewen Leslie, Peter Carroll, Chris Haywood 

Estreia: 30 de março

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13 comentários:

ALINE T.K.M. disse...

Fiquei bastante curiosa em relação ao filme, já havia lido a sinopse dele em um site e fiquei com muita vontade de assistir. Gosto de filmes com características bem peculiares. Essa coisa de objeto sexual, a garota adormecida, etc, isso me lembrou muito o livro Memória de Minhas Putas Tristes, do Gabriel García Márquez, em que um idoso tem "encontros" num bordel com uma garota adormecida.

bjs
escrevendoloucamente.blogspot.com

Tatinha disse...

há!!! esse filme é horrível. A ideia é boa, mas faltou produção...

Anônimo disse...

q horror...credo!!!Deploravel

Anônimo disse...

"q horror...credo!!!Deploravel"

Me desculpe, mas garanto-lhe que qualquer cena desse filme existe na vida real, garanto-lhe que existem coisas piores, muito piores.

E outra, isso é arte, mesmo q você não goste, é arte.

Anônimo disse...

A ideia era boa [2], poderia gerar um baita filme, mas faltou desenvolver a história. E a atriz é patética. Perda de tempo.

Anônimo disse...

gostei é muito bom o filme, poxa ela é a mesma menininha do filme desventuras em série poxa com ela cresceu e ta diferente

Anônimo disse...

Voces falam de tal forma como se fossem capazes de produzir coisas estupidamente perfeitas. Acho sim que teve falhas no filme, ficou meio vazio. Mas dai falar "horrivel - deploravel". Deploravel são seus comentários.

E mais, atriz patética? Precisa ter muita maturidade para assumir um papel desses.

A ignorancia de alguns chega a ser algo realmente preocupante.

Ciro disse...

Na verdade o filme entregou menos do que tinha prometido, a mais coisas chocantes na novela das sete da Globo do que no filme.

Anônimo disse...

Filme horrível, um dos piores que já vi. Gosto é gosto...

Anônimo disse...

Assisti o começo e o final, ja deu pra entender tudo, o meio é enrolação

Anônimo disse...

Achei vazio, confuso e sem explicação. Me pareceu uma cópia do " De olhos bem fechados", sem a belíssima direção do Kubrik.

Anônimo disse...

O filme pode até ser ruim, mas a única coisa que salva nele é a Emily Browning, que pra mim é uma excelente atriz!

Milla disse...

Cara tem gente que diz q o filme é arte, que gente doida.O filme não explica nada, fica um monte de cenas sem sentidos e estranhos e no final qdo vc acha que vai encontrar uma razão para tudo aquilo aí o filme acaba, e da maneira mais sem nexo ainda. E ainda tem quem fale mal das pessoas q não gostaram do filme quando é uma pura verdade que esse filme é uma merda.. ahhh me poupe.

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