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O que será de nozes?

Crítica - O Despertar

12 de fevereiro de 2012

De 1914 a 1919 o mundo assistiu à morte de um número alarmante de pessoas. Centenas de milhares morreram antes da hora em decorrência da Primeira Guerra Mundial e da pandemia de gripe espanhola, ambas sentidas com maior intensidade na Europa. Por isso, O Despertar começa dizendo que na Inglaterra, o ano de 1921 era o ano dos espíritos. Com muitas pessoas sentindo a perda de entes queridos, o país assistiu à proliferação de charlatões que lucravam dando golpes em quem tinha esperança de fazer contato com os mortos. 

Florence Cathcart é o pesadelo dos fantasmas


Quem nos apresenta esse cenário é Florence Cathcart (Rebecca Hall, de Sentimento de Culpa), uma jovem que se tornou detetive somente para desvendar esse tipo de golpista. Ela tem um temperamento marcado pelo ceticismo, e seu livro, Vendo Através dos Espíritos, é tão famosos quanto seu trabalho. Além disso, Florence é uma garota independente embora frágil muito bonita, e que possui aqueles traços clássicos do detetive inglês, estilo Arthur Conan Doyle, uma mistura de características que deixam qualquer personagem irresistível. 

Mas depois de muitos casos, Florence está cansada de desmascarar os sensitivos da inglaterra e, pensando em parar de exercer essa atividade, quando o caso de um orfanato mal assombrado bate à sua porta. Ela reluta, mas acaba pegando o caso pelas crianças do local, que estão assustadas. Daí em diante o mistério só cresce, e também os sustos. Não é bom contar muito sobre filmes assim, mas ele pode ser considerado, sem dúvida, um dos melhores suspenses "sucessão de sustos" do ano mesmo que ainda estejamos no começo de 2012.

O Despertar é diversão com qualidade


É inútil a comparação de valor entre filmes "que fazem pensar" e filmes "de entretenimento", mas é evidente que existem os bons e ruins dentre os que se pretendem ser de um tipo ou de outro (ou de ambos). O filme O Despertar está mais para o entretenimento, e é certamente um ótimo filme. Não é apenas o resultado "visual" de um investimento milionário: tem uma história que prende, uma ambientação perfeita e, é claro, a mão calibrada para dar bons sustos.

Desde o início o longa impressiona pelo visual de época bem construído. Quando Florence vai ao interior da Inglaterra, o clima de isolamento do orfanato vai crescendo na dosagem certa, e mostra um trabalho muito competente do diretor estreante no cinema, Nick Murphy, e de sua equipe de arte. Destaque também para o trabalho do diretor na última cena do filme, que mantém uma dúvida no ar e revela o desfecho da história apenas no último segundo! O Despertar é para sair da sala de olhos arregalados. 

Por: Lucas Siqueira Cesar
Nota: 9



Ficha Técnica


O Despertar (The Awakening) – 107 min
Reino Unido – 2011
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Stephen Volk, Nick Murphy
Elenco: Rebecca Hall, Dominic West, Imelda Staunton, Isaac Hempstead Wright

Estreia: 17 de fevereiro

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6 comentários:

Elton Lucas disse...

Só pelo trailer percebi todos os elementos possíveis que chamam atenção em um filme de terror, protagonista cética, meio indefesa, um orfanato com aspecto sombrio, mistérios sobre fantasmas, sussurros, vultos, enfim.. e pela critica todos esses argumentos foram bem aproveitados no filme( que é o que importa em um filme desse gênero, mais do que inovar, é fazer bom proveito do material com que se está trabalhando ). Mal posso esperar pra ver. É uma satisfação saber que desde já poderemos conferir um exemplar de qualidade, ainda mais sabendo que o terror tem passado por uma crise criativa nos últimos tempos..

alex marcus disse...

então tá..tudo muito visualmente perfeito, mas ela parece ser da turma d´"Os Outros" com a Nicole Kidman..

Anônimo disse...

Há eu assisti tbm dia 15 , adorei mas na hora vc num entende nada tem que pensar um pouco!

Anônimo disse...

Padeço com os filmes de terror, ultimamente. Chegam com bons títulos e prometem bem, e, você vai ver, é um clichê atrás do outro e uma ruindade de dar dó. Espero que esse seja realmente bom.

Anônimo disse...

Uma droga, e o final joga todo o "suspense" e "terror" no lixo.

Anônimo disse...

Nõa entendi o final ela morreu ou não pois dá margem para as duas opções.

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