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Sétimo

Crítica - A Invenção de Hugo Cabret

16 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret é mais que uma homenagem à história do cinema; é uma declaração de amor, do consagrado diretor Martin Scorsese, à sétima arte. Hugo, líder em indicações aos Oscar 2012, com 11 no total, rendeu a Scorsese o Globo de Ouro de Melhor Diretor. Um dos favoritos na categoria de Melhor Filme, Hugo e seu concorrente O Artista se complementam, pois ambos tratam de períodos importantes da história do cinema. O primeiro traz a invenção e a popularização do cinema como arte e o segundo apresenta a transição do cinema-mudo para o falado. Com riquezas de detalhes diferentes, são duas grandes obras de arte.

3D impecável em A Invenção de Hugo Cabret


Não seria exagero dizer que Hugo tem o melhor uso da tecnologia 3D desde Avatar, do conceituado James Cameron. Scorsese mantém seu estilo de direção, sempre atualizado e moderno, e em sua primeira experiência com a tecnologia tridimensional ele é simplesmente brilhante. A relação com o espaço é íntima, cenário e atores são posicionados de forma a enriquecer esse recurso. Pequenos detalhes destacam a grandeza das cenas com profundidade de campo, muito bem realizada, destacando alternados pontos de referência.

A trama se passa na Paris da década de 1930 e conta a história de um órfão que vive entre imensos relógios numa estação de trem. Hugo, interpretado por Asa Butterfield, busca solucionar um mistério que ele acredita estar relacionado ao seu pai. Quando conhece Isabelle (Chloë Grace Moretz, de Deixe-me Entrar) o mistério toma proporções ainda maiores, envolvendo também o enigmático padrinho da garota. O longa conta com uma maravilhosa reconstrução de época da velha Paris e cenários encantadores, como a biblioteca e o mundo por dentro dos relógios gigantes da estação ,que abrigavam o pequeno Hugo.

Belas atuações e fotografia marcam a nova obra de Scorsese


A fotografia em A Invenção de Hugo Cabret é um dos importantes elementos do filme. Muito bem trabalhada, ressalta com maestria o contraste das cores, as ruas escuras, a luminosidade da estação, a delicadeza da neve caindo etc., possibilitando mais beleza às cenas. As atuações também estão impecáveis e muito bem encaixadas. Os personagens em torno do universo de Hugo na estação de trem se complementam, com destaque para Sacha Baron Cohen, que dá vida ao inspetor. Outra boa atuação que merece ser mencionada é a de Helen McCrory (de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2), que vive a Mama Jeanne e ganha intensidade ao longo da trama. As crianças já citadas também estão excelentes, mas é escancarado o brilhantismo do experiente Ben Kingsley, numa atuação sensível, marcante e irretocável. 

Scorsese encanta trazendo ao longa elementos didáticos e quase documentais, com cenas de importantes momentos que marcaram o começo de uma arte, como a primeira sessão de cinema exibida em 1895 com a Chegada do Trem na Estação, dos irmãos Lumière, e ainda cenas do clássico Viagem à Lua, de Georges Méliès. A Invenção de Hugo Cabret tem o fascinante poder de nos transportar a um marcante período histórico, com pitadas de magia e ares poéticos. Vá ao cinema com a certeza de grandes surpresas e encante-se.

Nota: 10





Ficha Técnica

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) 126 min
EUA – 2011 
Direção: Martin Scorsese 
Roteiro: John Logan Adaptado do livro A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick 
Elenco: Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Christopher Lee, Jude Law

Estreia: 17 de fevereiro

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2 comentários:

mc jheny disse...

Aossa eu adoro esse livro ganhei da escola e não consigo mais para de ler muito profundo e interessante valeu

mc jheny disse...

Nossa esse livro e muito bom não me canso de ler ele adorei pela criatividade pela historia e pelos desenho muito interessante

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