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O que será de nozes?

Crítica - A Dama de Ferro

15 de fevereiro de 2012

O filme A Dama de Ferro mostra as várias batalhas enfrentadas por Margaret Thatcher ao longo de sua vida. Ainda na juventude, teve personalidade suficiente para se impor entre homens machistas e tradicionalistas, fazendo com que despertasse o interesse dos políticos locais para a inserirem no mundo político. Podemos acompanhar sua transformação até estar apta a assumir o poder, mudando seus cabelos, forma de vestir e fazendo exercícios fonoaudiológicos para melhorar sua dicção.

Margaret Thatcher teve personalidade para tomar medidas impopulares durante a recessão econômica causada pela crise do petróleo no final da década de 1970, assim como teve personalidade para entrar na Guerra das Malvinas, indo contra a situação econômica de seu país, pois geraria muitos gastos. É interessante ver como alguém que enfrentou tantas batalhas em sua vida teve outra batalha na velhice, a de ser uma pessoa “comum”, que quer ter o direito de comprar seu próprio leite sozinha, entre alucinações com a presença de seu marido já falecido.

A Dama de Ferro mostra mais um show de interpretação de Meryl Streep


Dirigido por Phyllida Lloyd (de Mamma Mia!), A Dama de Ferro se inicia de forma surpreendente, pois apresenta Margaret Thatcher já idosa, tomando café com seu marido. Logo podemos perceber o excelente trabalho de maquiagem, com Meryl Streep caracterizada de forma irreconhecível. A segunda coisa que constatamos é que a protagonista consegue transmitir toda a sua genialidade apenas com o olhar (por consequência da caracterização, que só deixa seus olhos à mostra). Então, aos poucos, podemos notar o ótimo trabalho coadjuvante do ator Jim Broadbent (de Operação Presente), que interpreta seu marido, Denis.

É muito interessante este aprofundamento na história da mulher que ficou conhecida (de forma justa) como a Dama de Ferro. O filme não é um excepcional, mas merece ser visto. Tanto pela óbvia interpretação irretocável de Meryl Streep (o que, no caso dela, é um pleonasmo), quanto pela importância da biografada na história contemporânea mundial. O longa intercala uma Margaret Thatcher idosa e momentos marcantes de sua vida, por intermédio de uma montagem competente e compreensível. Além disso, apresenta imagens de arquivo que situam melhor o público para a situação real da época.

Meryl Streep deve faturar seu terceiro Oscar


A direção também é interessante, pois não se furta a mostrar pontos polêmicos de Thatcher e suas medidas impopulares, sem tentar colocar o público em sua defesa. Além disso, o elenco está muito bem, com destaque para o casal principal. O roteiro de Abi Morgan poderia ter se alongado por mais alguns minutos para desenvolver melhor a transição entre a protagonista na infância para a adolescência e dela no poder para a velhice, já como pessoa “comum”. Mas com todos os erros e acertos, só a interpretação da protagonista já seria o suficiente para merecer ser visto.

Por: Beto Besant
Nota: 7





Ficha Técnica

A Dama de Ferro (The Iron Lady) – 105 min
Reino Unido, França – 2011
Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Abi Morgan
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Harry Lloyd, Anthony Head, Roger Allem

Estreia: 17 de fevereiro

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