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Isolados

Crítica - A Hora da Escuridão

13 de janeiro de 2012

Como se a ideia de uma ataque alienígena já não fosse assustadora o suficiente, adicione a esse panorama o fato de estar praticamente sozinho em um lugar onde não se sabe nem ao menos falar o idioma local, sendo atacado de forma rápida e letal por um inimigo na maior parte do tempo totalmente invisível. É a partir daí que toda a ação de A Hora da Escuridão, de Chris Gorak, se desenvolve. Um grupo de amigos reunidos ocasionalmente tentando voltar para casa, ou pelo menos não morrer pelo meio dos caminho, são o ponto de partida dessa produção de ação, terror e ficção científica.


Um cenário de fim de mundo, um lugar desconhecido, uma ameaça perigosa e invisível


A Hora da Escuridão mostra um grupo de pessoas tentando lutar pela sobrevivência após um ataque alienígena devastador. Os jovens empresários Sean (Emile Hirsch, de Speed Racer) e Ben (Max Minghella, do premiado A Rede Social) vão parar em Moscou e se veem sem rumo após seus planos de conseguir dinheiro serem frustrados pelo sueco de moral duvidosa Skyler (Joel Kinnaman, de Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres). Em um lugar onde não entendem nada que ninguém fala, ficam aliviados ao encontrar as turistas Natalie (Olivia Thirlby, do bastante comentado Juno) e Anne (Rachael Taylor, de Transformers), em uma boate da moda. Porém, logo o clima de descontração cede lugar ao desespero causado pelo ataque de criaturas invisíveis, e talvez por isso ainda mais aterrorizantes. Após sobreviverem escondidos no subsolo da boate Zvezda Nightclub por alguns dias, os cinco saem do abrigo na tentativa de chegar até um local mais seguro.

Nessa jornada, eles vão descobrindo, às vezes por experiência própria em tomadas de tirar o fôlego, o que são exatamente as criaturas, como fazer para evitá-las, quais as melhores formas de combatê-las, o motivo pelo qual os antagonistas escolheram a Terra como alvo e assim por diante. Além disso, vão conhecendo outros sobreviventes, como a jovem Vika (Veronika Vernadskaya),  o eletricista ou talvez encanador Sergei (Dato Bakhtadze, de O Procurado) e uma resistência formada por quatro soldados russos com seus lançadores de foguetes e fuzis. O diretor Chris Gorak (de Toque de Recolher, mas com o currículo preenchido pela direção de arte de diversos outros filme, como Minority Report: A Nova Lei) fez bem o seu papel ao tentar criar uma história que fosse verossímil, apesar de estarmos falando de um filme de ficção científica.


Uma Moscou surpreendente dá o tom de apocalipse ao filme A Hora da Escuridão


A fotografia do filme é realmente incrível e impressiona em diversas cenas. A beleza do cenário apocalíptico faz lembrar muitas vezes outros filmes do gênero, como Guerra dos Mundos ou Eu Sou a Lenda, por conta da retratação impecável de uma Moscou desértica, com a presença de somente as cinzas dos milhões de humanos mortos. Temos lugares icônicos como a Praça Vermelha, a Ponte dos Patriarcas e outros locais-símbolos russos substituíndo a Estátua da Liberdade e afins, presentes em praticamente todos os filmes do gênero, o que garante um quê de algo inédito ao longa.

Os personagens, por sua vez, são psicologicamente pouco desenvolvidos e um pouco superficiais em suas essências, mas não podia ser diferente. A proposta do filme não é a do desenvolvimento de personalidades complexas, mas sim o de uma situação catástrofica de ficção científica, na qual o personagem principal é o contexto. Desenvolver os personagens além do que fosse fundamental teria sido não somente desnescessário, mas também uma grande perda de tempo no qual cenas mais interessantes e importantes poderiam estar sendo apresentadas.

Contudo, Emile e seus amigos conseguem fazer o seu papel, ou seja, conseguem captar a torcida do espectador para que ele e seus amigos possam sobreviver a uma ameaça letal e invisível. Além disso, a questão de estarem tentando voltar para casa garante também uma boa intensidade ao que motiva os personagens a entrarem em uma empreitada bastante perigosa. Alguns diálogos-situações clichês também acontecem, mas nada que faça o filme perder o tom. A obra é bem explicada, até nos fatores científicos e nos fenômenos físicos, e essa explicação é simples e objetiva. A Hora da Escuridão, apesar de ser bastante ágil do princípio ao fim, não deixa o espectador perdido em momento nenhum em meio às novas descobertas dos personagens, que ocorrem sucessivamente.

O filme cumpre de forma excepcional sua intenção de entreter. É uma ótima recomendação de ficção científica da atualidade, pois diverte, faz prender a respiração, surpreende pela beleza e faz o espectador sentir de fato a adrenalina. Além disso, não se trata de mais uma história vazia de ETs invadindo a Terra: Chris Gorak faz questão de que tudo fique bem explicado e que os inúmeros diferenciais do filme em relação aos outros do gênero estejam em destaque. Por fim, A Hora da Escuridão é uma ótima recomendação para quem deseja um filme-pipoca de ação bem construído e interessante.

Por: Rafael Gonzaga
Nota: 9

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Ficha Técnica

A Hora da Escuridão (The Darkest Hour) – 92min
EUA, Rússia – 2011
Direção: Chris Gorak
Roteiro: Leslie Bohem, M.T. Ahern, Jon Spaihts
Elenco: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Joel Kinnaman, Max Minghella, Veronika Ozerova, Dato Bakhtadze, Yuriy Kutsenko, Nikolay Efremov, Vladimir Jaglich

Estreia: 13 de janeiro


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6 comentários:

Silvia Freitas disse...

Eu não gostei muito do filme, achei fraquinho. Mas ele diverte bem, principalmente com algumas cenas muito grotescas e seu cenário magnífico.

Anônimo disse...

Péssimo...Sem comentários!!!

Anônimo disse...

Achei o filme muito fraco ... --'

Anônimo disse...

Vai ter o 2 né??

Anônimo disse...

Lembra muito o Resident xD

Franco disse...

Nota 9? Tá de sacanagem, né?
Sendo muito caridoso, um 6.

Outra coisa: o ator do personagem Sean poderia ter sido lembrado pelo excelente "Na Natureza Selvagem".

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