0

No dia em que o Cinema na Rede comemora um ano, fomos cobrir um evento muito especial para compartilhar com você, leitor e amigo que nos acompanha diariamente. Os astros Antonio Banderas e Salma Hayek estão no Rio de Janeiro para divulgar a animação Gato de Botas 3D e nós participamos da coletiva de imprensa, no Copacabana Palace. Também marcaram presença o diretor Chris Miller e o CEO da Dreamworks, Jeffrey Katzenberg.

Muito bem humorado e disposto, Banderas entrou no salão de imprensa brincando com os jornalistas e, alternando entre o inglês e o espanhol, revelou que desde sua primeira participação em Shrek (no segundo episódio da franquia) tinha a vontade de fazer um filme solo para seu personagem Puss in Boots. Sua voz profunda e grave cria um interessante contraste com a figura pequena e doce do herói felino, que se reflete na formação de sua personalidade e na forma como a narrativa do filme se desenvolve.

Concebido desde a pré-produção para ser um filme em 3D, o uso desta tecnologia permitiu que a história fosse contada através do olhar do Gato de Botas, com um trabalho perfeito de profundidade de campo e construção de um universo diferenciado da ambientação medieval desenvolvida em Shrek. Banderas afirmou que esta opção foi proposital, justamente para desvincular a imagem do Gato de Botas da saga do ogro, pois a intenção é que o público capte sua nova essência. “Não se trata de um Shrek 5”, disse o ator espanhol.

E a escolha pelo 3D, segundo Katzenberg, foi devido à forte evolução que a tecnologia tem conquistado nos últimos três anos, além de sua potencialidade artística e mercadológica. O CEO citou Avatar como referência de qualidade e afirmou que a audiência rejeita as produções que não seguem este padrão, pois se sente “traída” por práticas como a conversão do 2D ao 3D, por exemplo: “Hollywood hoje entendeu a mensagem. É preciso ter respeito pelas expectativas do público. Não basta fazer um filme visualmente bonito. É preciso que o 3D funcione”.

Chris Miller, diretor das três primeiras aventuras de Shrek, disse que estimulou a improvisação entre os atores e as ideias para a composição dos personagens. O cineasta também destacou o uso do 3D. “Este é o formato perfeito para a imersão total na visão de mundo do Gato de Botas, proporcionando ao espectador uma experiência poderosa visualmente”. Miller filmou as sessões de dublagem dos atores, a fim de utilizar suas expressões na animação e criar uma maior vinculação entre a performance dos atores e seus personagens, não se limitando apenas às vozes.

Antes de sua primeira intervenção, Salma perguntou aos jornalistas se preferiam que ela falasse em inglês ou espanhol e, após resposta unânime, a atriz mexicana admitiu em espanhol que, por ser a primeira vez que dubla uma personagem de animação (Kitty Pata-Mansa, a principal coadjuvante do longa), se sentiu assustada e com dificuldade pela falta de experiência, mas a interação com Banderas e a liberdade que Miller deu aos atores facilitaram muito o processo.

Salma também destacou a importância de sua personagem, pelo seu caráter feminista, independente e forte, que deve servir de inspiração às meninas que assistirem à animação. Como não poderia deixar de ser, Banderas e Salma falaram sobre nosso país e sua relação com artistas brasileiros. Salma revelou que é bem próxima de Walter Salles, a quem considera essencial na construção de sua personagem em Frida, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 2002. Já Katzenberg destacou o crescimento mercadológico do circuito exibidor de cinema no Brasil e admitiu: “É por isso que estamos aqui”. 




Compartilhe este conteúdo |

O Cinema está na Rede e também no Twitter O Cinema está na Rede e também no Facebook

Postar um comentário

 
Top