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O diretor e roteirista Andrew Niccol (de O Senhor das Armas) mistura ficção científica e romance em seu novo filme, O Preço do Amanhã. Numa produção de alta classe, com cenários e figurinos sofisticados, o cineasta apresenta um mundo no qual "tempo é dinheiro", literalmente. A luta no "Gueto" é pela sobrevivência diária; lá ninguém tem mais de 24 horas, o que contrasta com a realidade do fuso horário de onde habitam os magnatas do tempo, que têm suas vidas medidas em séculos.

Neste mundo, onde os cientistas descobriram como destruir o gene do envelhecimento, todas as pessoas param de envelhecer aos 25 anos, quando o corpo humano está completamente desenvolvido e, nesta idade, o "relógio corporal" passa a funcionar com apenas 1 ano de vida. A partir disso, ou se herda tempo ou se luta por cada segundo. Nesta realidade, tudo é pago em horas, minutos, dias, semanas... E se trabalha em troca de tempo.

Justin Timberlake (de Amizade Colorida) interpreta o "plebeu" Will Salas que, acusado injustamente de homicídio, se revolta e, numa situação inusitada, se vê obrigado a sequestrar a jovem magnata Sylvia Weis, interpretada por Amanda Seyfried (de A Garota da Capa Vermelha), para ganhar tempo e provar sua inocência. Juntos, entre correrias e mortes, o casal acaba se apaixonando e lutam para derrubar o sistema que aborda o capitalismo Darwiniano, no qual "para alguns serem imortais muitos precisam morrer". O lema "é roubo se já foi roubado?" serve de base para a busca de justiça em prol das classes prejudicadas.

O Preço do Amanhã apresenta um roteiro capaz de prender a atenção dos espectadores. Entre cenas de muita ação e adrenalina, nos faz imaginar um mundo onde a frase "não posso, estou sem tempo" faz todo o sentido. Viva para sempre ou morra tentando é a exata definição. Vale conferir. 


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O Preço do Amanhã (In Time) – 109 min 
EUA – 2011 
Direção e Roteiro: Andrew Niccol 
Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Shyloh Oostwald, Johnny Galecki, Olivia Wilde, Aaron Perilo, Matt Bomer, Alex Pettyfer, Collins Pennie, Seema Lazar, Bella Heathcote, Faye Kingslee, Kristopher Higgins 

Estreia: 04 de novembro

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  1. Filme bom faz pensar...um pouco rs. Melhor do que uma média. Contágio é mais técnico, será que vai ter melhor acolhida? Me fez esquecer a Volta do Planeta dos Macacos...Acho que começaram a fazer filme para retardados, esse pelo menos não me aviltou. Mas me fez sentir saudades de Gattaca.

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  2. Cara tudo na vida foi ficção internet, avião, celular, até chegar um louco e trasnformou tudo isso em tecnologia para ser utilizado pelo homem. e hoje vivemos neste mundo que parece perfeito mais isso é só o começo.
    o homem nunca vaí pará de inventar, pos ainda neste seculo vamos viver coisas inacretitaveis

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  3. Achei o filme muito bom, ele nos leva a reflexão sobre questões como " O que é tempo? Como medi-lo? Como e por qual valor troco uma hora da minha vida para tornar outras vidas melhores ou até mesmo para tentar salvá-las - no caso dos profissionais da saúde. Com que idade eu deveria parar minha linha de tempo para conservar-me bela e saudável para todo o sempre? A eternidade é viável?
    O filme também nos leva a meditar sobre o velho sonho do homem em criar "um admirável mundo novo" e entre tantos outros ideais como se superar como criador. Para mim, vale a pena gastar meu tempo diante da telinha.

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