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O que será de nozes?

Entrevista - Selton Mello, Ferrugem e Giselle Motta (O Palhaço)

19 de outubro de 2011


O Armazém 6 do Cais do Porto, sede oficial do Festival do Rio 2011, foi como uma 2ª casa para a equipe do Cinema na Rede durante a cobertura do evento. No começo desta semana, além de conversarmos com Selton Mello, Ferrugem e Giselle Motta (confira vídeo abaixo), participamos da coletiva de imprensa de O Palhaço, que também contou com a ilustre presença de Paulo José. Após passar pelos festivais de Paulínia e Gramado, o segundo filme de Selton como diretor desembarcou no Rio de Janeiro e tem conquistado excelente receptividade, tanto de público quanto de crítica.

Inclusive, o filme foi aplaudido após sua projeção na cabine de imprensa na qual o assistimos, fato raro de acontecer em exibições exclusivas para jornalistas, que costumam ser bem mais frias do que em premières abertas ao público, que resultam em uma calorosa exaltação quando a obra conquista os espectadores. E, além da qualidade técnica, é justamente este o maior mérito de O Palhaço: é um filme que conquista, que faz rir e emociona. Como brincou Giselle durante a coletiva, o filme deveria conter um aviso: “Atenção! Cenas de ternura explícita!”.

Paulo José, apesar de ter percebido a potencialidade do longa durante o estudo de seu personagem e as gravações, está se surpreendendo com a forma com a qual o público está se envolvendo com O Palhaço e complementa o pensamento de Giselle: “Este filme foi feito para tapar um buraco no coração das pessoas. A ingenuidade está desaparecendo e hoje em dia imperam temas muito violentos ou de apelo sexual. O Palhaço toca as pessoas”.

Mas a tarefa de chegar a este resultado final não foi fácil. Além da preparação da dupla de protagonistas com o experiente palhaço Kuxixo, para dar vida à dupla Pangaré e Puro Sangue, Selton Mello estudou a fundo o universo circense, para o tornar respeitoso com quem é da área e, ao mesmo tempo, acessível ao grande público. A pesquisadora Alessandra Brantes foi fundamental no processo de composição da obra e o roteiro de Selton e Marcelo Vindicato mergulhou fundo nessa pesquisa.

“As pessoas que trabalham em circo, quando assistirem a esse filme, vão identificar claramente que teve uma pesquisa séria por trás de tudo. E quem não é de circo vai poder entender aqueles códigos todos, sem dificuldade”, afirma Selton. E o circo é parte importante da formação dos atores envolvidos com o filme. Paulo relembrou a infância no interior do Rio Grande do Sul, quando sua imaginação era alimentada pelas figuras do universo circense, e Ferrugem falou sobre sua experiência com Os Trapalhões, ainda na TV Tupi, quando se apresentavam em circos.

Giselle, estreante nas telonas, revelou que, literalmente, fugiu com um circo quando tinha 19 anos para ser bailarina e fazer números com os elefantes. Em tempos de convencionalismo estético e pouca experimentação artística, Selton arriscou, investiu em emoção, reuniu uma equipe competente, com participações brilhantes e, como resultado, apresenta um lindo trabalho, digno de admiração e sucesso. Vida longa ao Circo Esperança. Que ele traga esperança não só ao público, mas que seja uma referência ao conceitualismo que vem ganhando cada vez mais força no cinema nacional. Esta vertente também tem espaço entre o grande público. 


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Entrevista - Selton Mello, Ferrugem e Giselle Motta (O Palhaço) por CinemaNaRede  no Videolog.tv.

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