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Em uma festa, Camila, Rafael e Cazé (os novatos Juliana Schalch, Victor Mendes e Gabriel Godoy) se conhecem de maneira incomum, e imediatamente formam um vínculo forte entre si, que se tornará igualmente diferente. Eles estudam na mesma universidade, fazem o mesmo curso e moram no mesmo local, um galpão abandonado num canto qualquer de São Paulo. Durante os quatro anos de faculdade, os três vão descobrir a vida juntos e a amizade que os liga vai se tornar cada vez mais profunda, a ponto de misturar os sentimentos. Eles vão rir, chorar, se divertir e brigar; e apenas uma regra norteia o viver no apartamento, criada por Camila: não pode haver sexo entre eles. Mas com o fim da faculdade, tudo pode mudar.

Quando falamos em três jovens universitários morando sob o mesmo teto, com todo o clima de festa, descobertas e, claro, de sexo, fica inevitável não lembrar de Três Formas de Amar, produção norte-americana de 1994. No filme, três jovens dividem um apartamento e juntos fazem suas descobertas sexuais. A coincidência fica a cargo do número três e dos jovens no apartamento, pois são filmes completamente diferentes. O próprio diretor, Nando Olival, não havia visto o filme até ser chamado a atenção para essa coincidência pelo editor Daniel Rezende (de A Árvore da Vida). "Quando vi o filme, me despreocupei...", diz Nando.

Filmado em apenas quatro semanas e finalizado em cerca de quatro meses, Os 3 é um filme denso, que se passa praticamente todo dentro de um único apartamento, mas não é nada claustrofóbico. O clima enérgico da juventude dos personagens é constante, e mesmo quando o drama entra em cena, é bem dosado. Aliás, o equilíbrio pode ser considerado um dos pontos fortes do filme. O diretor acertou a mão em tudo, o que faz da obra uma experiência de cinema essencialmente agradável, e ainda assim com profundidade suficiente para nos fazer questionar alguns valores.

Não que seja um filme cabeça, muito pelo contrário. Há drogas, há palavrões, há sexo, há piadas, há clichês, mas tudo dentro da normalidade, colocado nas horas certas e como auxiliares, não como substitutos de conteúdo. Em tempos de relacionamentos abertos versus o retorno do puritanismo familiar, Os 3 deve ser assistido por todos os lados. É um filme que fala de amor, sem o definir, e mostra que, entre um lado e outro, sempre há um caminho do meio. 

Por: Stefano Aguiar 

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Os 3 – 80 min 
Brasil – 2011 
Direção: Nando Olival 
Roteiro: Nando Olival, Thiago Dottori 
Elenco: Juliana Schalch, Gabriel Godoy, Victor Mendes, Sophia Reis, Rafael Maia, Alceu Nunes, Henrique Taubaté, Cecília Homem de Melo 

Em cartaz no Festival do Rio 2011
Estreia (circuito): 11 de novembro

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