1

Gigantes de Aço, dirigido por Shawn Levy (de Uma Noite no Museu) é ambientado em 2020, em um contexto em que o boxe deixou de ser uma luta entre humanos e passou a ser realizado com robôs desenvolvidos com alta tecnologia e muita força. O protagonista, Charlie Karlton (Hugh Jackman, de X-Men: Primeira Classe) é um boxeador que não teve a oportunidade de vencer um título mundial e passou, então, a promover lutas com robôs que montava de forma precária, apenas para sua subsistência e endividando-se a cada luta que perdia.

A grande virada da história ocorre quando Charlie se vê obrigado a cuidar de seu filho Max, vivido por Dakota Goyo (de Thor). Tendo que partir de uma relação paternal inexistente e, ao mesmo tempo, lidar com as desventuras de sua carreira fracassada, Charlie descobre em Max um grande aliado. O filme apresenta boas cenas de ação com as lutas entre os robôs. Por serem máquinas, a destruição e a violência são ainda mais pesadas e eletrizantes do que na luta entre humanos. Paralelamente, a progressiva aproximação entre pai e filho garante a emoção da obra.

A atuação do jovem Dakota Goyo é uma atração à parte. Ao mesmo tempo em que transparece a mágoa por ter sido abandonado por seu pai, demonstra sua admiração e esperança de que a relação dos dois possa ser transformada. Como em grande parte dos filmes que incluem em seu roteiro temas como robótica e inteligência artificial, os robôs ganham personalidade e é inevitável que ocorra certa humanização das máquinas, através da atribuição de determinadas reações humanas e outras características (incluindo sangue, em uma das cenas).

Em termos de sociedade, o enredo nos permite refletir que por mais que os tempos mudem, a lógica do panis et circensis se mantém firme e (cada vez mais) forte, seja com gladiadores no passado, UFC na atualidade ou robôs no futuro. Outra reflexão interessante levantada pelo filme se refere ao desenvolvimento da tecnologia e à filosofia da inteligência artificial em níveis não imaginados nem por Turing: na medida em que os robôs se humanizam, os homens adquirem o caráter divino do poder de criação. De fato, é um filme que vale a pena ser visto, mesmo por quem não é fã do gênero ação. 

Por: Joana Souza

Compre nos EUA e receba na sua casa 


Gigantes de Aço (Real Steel) - 127 min 
Estados Unidos, Índia - 2001
Direção: Shawn Levy 
Roteiro: John Gatins 
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly 

Em cartaz no Festival do Rio 2011 
Estreia (circuito): 21 de outubro 

Compartilhe este conteúdo |

O Cinema está na Rede e também no Twitter O Cinema está na Rede e também no Facebook

Postar um comentário

  1. Levei meu filho ao cinema no final de semana e tive uma grata surpresa com este filme pipoca. Boa diversão e ainda permite algumas reflexões sobre tecnologia, inteligência artificial e a maneira clássica (e horrível) como os seres humanos se divertem (com violência). Vale a pena conferir.

    ResponderExcluir

 
Top