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Por ter dirigido Sexta-Feira 13 (2009) e O Massacre da Serra Elétrica (2003), era de se esperar que Marcus Nispel barbarizasse em Conan: O Bárbaro. Não chega a ser um filme de terror, já que o suspense não é o ponto forte, nem necessário à já conhecida história do guerreiro cimério; mas, se pesarmos a quantidade de sangue derramado, pode-se competir com boas chances contra os filmes anteriores do diretor. Não muito fiel à história original, como vão notar rapidamente os mais assíduos admiradores de HQs, o novo Conan segue uma linha reta de vingança sem muitos desvios, e com muitas espadadas, a torto e a direito.

O filme já começa com derramamento de sangue, no meio de uma batalha, em que a mãe de Conan, grávida, luta arduamente. Não pela vida, como seria de esperar. Com armadura até para a barriga, ela luta com homens e mulheres, até o momento do parto. O pai de Conan é quem o faz, deixando a esposa morta no campo de batalha. Quem não sair do cinema nesta priemira cena, não sai mais. O diretor fez questão de que a abertura do filme revelasse logo de cara o caráter sanguinolento que iria guiar todo o restante dos 113 minutos de muita ação e poucas palavras.

Criado pelo pai numa aldeia bárbara
pacata, mas voltada para a guerra Conan (Jason Momoa) cresce um guerreiro habilidoso, realizando prodígios ainda jovem. Quando a aldeia é atacada por Khalar Zym (Stephen Lang, de Os Homens que Encaravam Cabras), em busca de um pedaço de uma poderosa máscara mágica, Conan sobrevive à custa da morte do pai, e jura encontrar e matar o homem responsável por isso. Tem início a jornada por vingança de Conan: O Bárbaro.

A opção por um roteiro direto ao ponto e um Conan simplificado e visceral exigiu a aplicação de um narrador, que ajuda a ambientar o início do filme, e surge em alguns momentos chave para resumir passagens. Essa presença de um narrador fora da história deixa bem claro que o roteiro não está bem amarrado. Na verdade, ele é simples e direto: Conan quer vingança, Conan procura, Conan mata, Conan se vinga. Ponto. 

Para deixar tudo um pouco mais interessante, aparece a linda Tamara (Rachel Nichols), que foi sabiamente vinculada tanto a Conan quanto a Khalar Zym, conectando os antagonistas. Enquanto um busca vingança, o outro busca poder ilimitado, e Tamara vem a se tornar catalizadora dos dois objetivos. Após um encontro improvável, Conan e Tamara passam a viajar juntos, algo que lembra um Príncipe da Pérsia, mas com um estoque de piadas bem mais limitado.

Conan: O Bárbaro é um filme de ação e deve ser encarado como tal. As cenas de luta são bem feitas, embora o detalhismo que se dá a cortes, decepação de membros e explosão de vísceras possa desagradar aos que têm estômago mais sensível. Mesmo com um enredo tão simples, a produção não deixou a desejar, executando as cenas com a qualidade e verossimilhança que se pode esperar de um épico. Ainda que este não seja exatamente um épico.

  
Livre de dramas psicológicos, sentimentos de culpa e altercações pessoais, tanto Conan quanto seus inimigos só fazem se bater durante todo o filme. A sensação é a de assistir a um grande UFC na telona, mas com mais sangue e sem as garotas bonitas entre um round e outro. No mais, dá para rir com as três piadas do filme, e se divertir com a simplicidade com que Conan soluciona seus problemas: sempre na base da faca. 

Conan: O Bárbaro (Conan the Barbarian) – 113 min
EUA – 2011
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, Sean Hood
Elenco: Jason Momoa, Rachel Nichols, Stephen Lang, Rose McGowan, Saïd Taghmaoui, Ron Perlman

Estreia: 16 de setembro.

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  1. Saudações
    Se analisarmos o contexto do filme pela história em quadrinhos vamos ver que naquele tempo (1974) a revista era em preto e branco para não chocar tanto e acabar sendo censurada, (quer pelas cenas de sexo, quer pela violência).
    Os desenhos eram de John Buscema e a Marvel produzia.

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  2. As aventuras de conam marcaram a minha infancia, é uma pena que este filme apesar de bem produzido, (graças a todos os recursos atuais), não siga a linha das revistas, pois aquelas historias eram recheadas de ação e sensualidade, mas com um tom maduro e bem engrenado que não se encontra mais em nenhuma revista atual do genero.

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  3. Esse ator q vai fazer o Conan é o Kal Drogo(n sei se é assim q escreve)do Game of Thrones???

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  4. O filme segue a linha dos contos. Quem já leu os contos orginais do Robert E. Howard sabe que o filme(apesar d ter falhas) ficou foodastico..E os contos tem esse nivel d detalhe quanto a violência.

    O universo do Robert foi recriado com perfeição e tem cenas q parecem saidas das pinturas do Frank Frazetta...

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  5. não gosto dos seios dele; me dão nojo; tem q ter um novo sutiã pra barbaros; algo como os coletes das armaduras romanas, só q com couro.

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  6. Prefiro Arnold Schwarzenegger!
    CROM!

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  7. Texto bacana, mas percebi que no trailler naum tem sangue, ele fatia o cara e naum tem sangue. Acho que o filme vai ser bom, mas nem tanto.

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  8. UM FILME PODE TER GUERRA, VINGANÇA E COISA E TAL SEM SER PSICÓTICO! UM ROTEIRO PSICÓTICO TRANFORMOU ESSE CONAN EM UM PSICOPATA REALMENTE PARECIDO COM AQUELES VILÕES DE SEXTA-FEIRA 13 OU O MASSACRE DA SERRA ELETRICA, QUE NÃO ARRANCAM SIMPATIA DE NINGUÉM. VIOLENCIA GRATUITA, ROTEIRO INEXISTENTE. QUEM GOSTA DESSE FILME REALMENTE É BEM POUCO EXIGENTE (PRA DIZER O MÍNIMO).

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  9. colecionei as cronicas de conan na nemedia e tanbem na stigia mas os doei para um sebo pois um gibi que ninguem le e apenas papel guardado

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  10. Acabei de ver o filme. Esse personagem não é o Conan, é um outro personagem que deram o mesmo nome, não fala como o cimério, não pensa como o bárbaro, não age como Amra, a única semelhança é que mata como o verdadeiro bárbaro... tinha toda coleção da revista "A espada Selavagem de Conan" além de ler um livro de Robert E. Howard e todos os filmes citados e não há praticamente nenhuma referência de Conan nesse filme. Um bom filme pipoca...

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  11. Confesso que nem vi o filme, e realmente não me sinto nem um pouco levado a assisti-lo.
    Vi o trailer, e esse sim posso criticar:
    Vi Conan correr de explosõe, mas seu universo era low tec(baixa tecnologia. E por mais que o "efeito" da explosão seja o normal de um filme de ação, forçaram a barra para terem encaixado duas explosões no mesmo filme de uma epoca remota.
    Acho uma falta de respeito com o original do Robert E. Howard. Que ao contrario do que vi dizerem aqui, não era descrição continua de uma batalha, falava de historias das aventuras do barbaro, que viajava por terras desconhecidas e tinha seus primeiros contatos com a civilização, a qual achava patética e fraca. Falava também de suas crises existencialistas, uma "grande melancolia" que era o estado de humor habitual de Conan, há quem diga um retrato da personalidade do proprio autor que cometeu suicidio (se não me engano) aos 30 anos.

    É um filme de ação continua, bem a cara da geração games de tiro, onde o numero de mortes faz a qualidade do filme.
    Filme pra quem tem preguiça de pensar...

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  12. ow, gente... vendo esses posts, nem tenho mais vontade de ver esse filme, pô... também sou um grande fã de Conan e não quero ver meu herói ser "Barbarizado" por um diretor que nada entende da história do titã cimério...

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  13. Acabei de assistir o filme e confesso que não gostei!!
    ate porque a unica coisa que tem do original e a vingança.
    1° não matar seu adversário com as próprias mãos não é o conan!! comparando com o filme do Arnold que decepa o vilão.
    2º O tal do Mamoa pode ter sido melhor ator que o Arnold em interpretação vocal, mas na barbárie não!! que sena melhor do que conan arrancando a cabeça do abutre com os dentes?
    3º faltou sangue no restante do filme, o garoto tirou mais sangue no inicio, que o Mamoa no restante do filme.
    4º conan em nenhum momento falava em CROM, deus que ele acreditava.
    Eu assisti na série game of trons, uma sena em que o Mamoa arranca a garganta do adversário com a mão, e vi naquela sena que tinham encontrado o cara certo para ser o novo conan. Mas faltou um bocado, acho que foi a direção.
    No mais espero que no próximo a galera acerte.

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  14. cena com c por favor!

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  15. Achei esse filme fraco e ainda prefiro o Conan de 1982 dirigido por John Millus, o maior problema do novo Conan foi o roteiro e a direção que conforme o filme avança vai piorando cada vez mais até literalmente desmoronar na sequencia final, uma pena, depois desse fracasso uma sequencia fica completamente descartada a não ser que os produtores resolvam persistir com o personagem e mudem tudo como aconteceu com Hulk e com o Novo Superman que ainda nem estreou.

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  16. esse cara não tem nada aver com conan.
    não tem ném musculos.e o filme não tem
    historia parecida que pena.

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  17. sanguinario mas bem feito, da pra passar o tempo.

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  18. Adoro filmes de aventura, e não posso negar que já era fã, porém temos q admitir a falta de princípios éticos no nosso herói, uma pessoa que passa a vida procurando vingança, uma pessoa impiedosa, um ladrão entre as prostitutas. O filme passa longe de transmitir uma mensagem positiva como normalmente os filme com heróis procuram fazer. Temos apenas um homem lindo e alienado.

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