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Nos anos 60, auge da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputavam a supremacia mundial até mesmo no espaço. Em 1961 os americanos lançaram o Projeto Apollo, que teve 17 missões, sendo onze tripuladas, incluindo a Apollo 11, que colocou pela primeira vez um homem na Lua. O programa foi abandonado em 71, com a Apollo 17, mas extra-oficialmente houve mais um voo.  É essa suposta missão secreta, coordenada não pela Nasa, agência espacial americana, mas pelo Departamento da Defesa, que o filme de ficção científica Apollo 18 recria.

Supostamente, trata-se de filmagem original feita pelos astronautas que, em dezembro de 1973, estiveram na Lua,  de onde nunca retornaram – razão pela qual o governo norte-americano teria ocultado a missão e interrompido a exploração lunar.  As mortes dos três componentes, dos quais dois desceram ao satélite natural da Terra enquanto o terceiro ficou em órbita, foram atribuídas a acidentes em suas atividades militares.

O homem sempre teve fascínio pelo espaço. O primeiro filme de ficção científica da história, Viagem à Lua (Le voyage dans la Lune), de 1902, de autoria dos irmãos franceses Georges e Gaston Méliès, mostra uma nave pousando no “olho” do satélite. Além disso, os norte-americanos  sentem uma atração um pouco mórbida por teorias de conspiração. Por isso, não há como o assunto não provocar certo interesse.

Com estrutura narrativa similar à de recentes sucessos como Cloverfield: Monstro (Cloverfield) e Atividade Paranormal (Paranormal Activity), a produção entrega aquilo que promete: sustos, muitos sustos. O suspense tem início quando Nate (Lloyd Owen) e Ben (Warren Christie) encontram na superfície lunar uma nave soviética sem tripulantes, aparentemente abandonada. Surpresos com a descoberta, passam a desconfiar que estão lá com outros objetivos além de recolher rochas.

Daí para imaginar a existência de seres alienígenas, ter estranhos pressentimentos e ver monstros nas crateras lunares é mais rápido que um passo com pouca gravidade. Uma das jogadas mais interessantes do roteiro é num determinado momento fazer um astronauta suspeitar do outro, tática nada nova, mas que sempre funciona nesse tipo de filme.

Dirigido pelo espanhol Gonzalo López-Gallego (de O Rei da Montanha), em sua estreia em Hollywood, Apollo 18 não parte de um argumento exatamente inédito, mas está sendo lançado com uma inteligente estratégia de marketing em que poucos detalhes foram revelados, para fazer o público crer que realmente se trata de um fato real e altamente sigiloso. Bem produzido, tem tudo para agradar pelos menos aos aficcionados do gênero terror científico e àqueles que admiram viagens espaciais.




Apollo 18 – 90 min
EUA, Canadá – 2011
Direção: Gonzalo López-Gallego
Roteiro: Brian Miller, Cory Goodman 
Elenco: Warren Christie, Lloyd Warren

Estreia: 02 de setembro.

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  1. O site anunciado no filme é inexistente, tal como as cenas interessantes e a concepção do filme.
    Não percam tempo!

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  2. LIXO! só isso mesmo, acabe de assistir

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  3. Este filme é lixo. Eu até acho uma certa graça a determinadas teorias da conspiração... verdade ou não, algumas são bem contadas e inteligentes. Mas este filme... é lixo. Pela primeira vez no cinema fiquei a jogar no telemóvel para passar o tempo, e pessoal saiu antes do filme (nao foi por medo, por seca mesmo). Sustos mecânicos não são arte, é mecânico. É para público pouco sapiente que procura entretenimento retrogado, não é terror. Filme de terror é centopeia humana. agora isto é uma merda mais que batida. ARGUMENTO muito fraco. Falhas na história (ficam sempre a sair do modulo sabendo que algo está errado e como se houvesse oxigenio para tal). Pedras que se mexem. enfim.... Perda de dinheiro...

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