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Amizade Colorida é mais uma daquelas produções de Hollywood que provocam risos despretensiosos, torcida para o casal e um certo anseio de que tudo aquilo ‘bem que poderia ser verdade e acontecer na vida real’. Estrelado por Justin Timberlake (de Professora Sem Classe), como Dylan, e a linda Mila Kunis (de Cisne Negro) como Jamie, o filme apresenta uma história que consegue prender a atenção do espectador.

Jamie, a moça de Nova York especialista em encontrar talentos para atuar em uma grande empresa da cidade, parece não ter tanta sorte assim no amor. Acabara de sofrer uma desilusão e está disposta a não se envolver emocionalmente em outros relacionamentos; enquanto Dylan, rapaz de Los Angeles, é um talentoso diretor de arte, que também não anda muito em dia com os assuntos do coração.

Em uma das empreitadas de Jamie em encontrar o funcionário perfeito, ela se depara com Dylan, que é recrutado para ocupar um cargo cobiçado; acabam tornando-se amigos, cúmplices e parceiros. Como ambos estão carentes, resolvem propor um acordo: sexo sem compromisso, para aliviar as tensões. Um dos fatos mais interessantes é que eles parecem pessoas comuns. Mesmo sendo dois belos jovens, não fazem o tipo ‘estereotipados e perfeitos’; pelo contrário, os biótipos são normais: eles têm famílias diferentes que se aproximam da realidade e sofrem frustrações, como qualquer um. 

Algumas das cenas mais engraçadas ficam por conta das aparições da maluca e descolada mãe de Jamie (Patricia Clarkson) e também do editor da coluna de esportes do local em que Dylan  trabalha, o divertido homossexual Tommy (Woody Harrelson). O que Jamie e Dylan não imaginam é que ao longo desse pacto um já estaria completamente ligado e atraído pelo outro; como é de se esperar. É quase improvável não comparar a trama com o longa Sexo Sem Compromisso, com Natalie Portman e Ashton Kutcher, mas Amizade Colorida tem sua personalidade e suas particularidades.

O jovem roteirista e diretor Will Gluck (de A Mentira), apesar de não ser um veterano, demonstra possuir sensibilidade na hora de construir um roteiro, e isso não implica em fazer com que o público sinta pena de algum personagem, mesmo com a intenção de transmitir emoção. Prova disso é o papel designado ao competente Richard Jenkins (de Deixe-me Entrar), o Sr. Harper – pai de Dylan –, que sofre de Alzheimer, mas é o orgulho da família. 

Amizade Colorida, como toda boa e típica comédia romântica, segue a tradição dos filmes deste gênero com os padrões clichês, todavia aguardados ansiosamente. Embora algumas pessoas estigmatizem certo preconceito com esse tipo de filme, o enredo é descontraído e bem elaborado. Dá vontade de ver os encontros dos dois; eles são divertidos, se combinam e há uma conexão muito bacana entre ambos. Justin Timberlake desenvolve bem o seu papel. Para os receosos em assistirem atuações de cantores/ atores, creio que terão uma surpresa positiva, até mesmo porque os próprios atores impõem suas características em cena.

O roteiro é bem dinâmico, pertinente, e o batismo como comédia romântica é bem representado com a dose certa de humor e de amor entre os personagens – a começar pela afetividade familiar que é muito demonstrada; e não deixa de marejar os olhos em determinadas ocasiões. Para os casaizinhos e apaixonados de plantão, é uma boa pedida.




Amizade Colorida (Friends with Benefits) – 109 min
EUA – 2011
Direção: Will Gluck
Roteiro: Keith Merryman, David A. Newman, Will Gluck
Elenco: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Jenna Elfman, Bryan Greenberg, Richard Jenkins, Woody Harrelson

Estreia: 30 de setembro

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  1. Mas oque eu mais gostei é que é uma comédia romântica sim, mas para adultos se é que me entendem !
    Eu sou suspeita para falar, mas adorei o filme e ri bastante com várias cenas do casal ....

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  2. Sinceramente prefiro Sexo sem Compromisso. o filme não tem "derrepentes" como esse. Ele tem todo um trajeto. Amizade Colorida não é ruim não mas A Natalie já mostrou que é uma excelente atriz (podemos ver isso em Cisne Negro).Afinal tudo q é bom se copia, se não fosse cairia no esquecimento. E a propósito Justin Timberlake é um ótimo cantor tá!.

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