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Bem humorada e disposta, a diretora do longa-metragem Diário de uma Busca, Flavia Castro, deu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (19/08), na sede da VideoFilmes, e o Cinema na Rede participou do bate-papo. Flavia iniciou sua carreira no cinema aos 18 anos, como figurinista. Mais tarde, produziu o curta-metragem Cada um com seu Cada Qual, que trata da experiência de sua filha na escola.

Quanto ao longa, que estreia dia 26 de agosto no Rio de Janeiro, lançado primeiramente na França, pela mesma produtora de Desde que Otar Partiu, e mais recentemente em Porto Alegre, Flavia relata que demorou 8 anos para concluir a montagem do filme, passando por diversas dificuldades, inclusive financeiras. Transitou entre aproximadamente cinco países, investigando a vida de seu pai, que viveu exilado durante a ditadura, por ser militante de esquerda, hora sendo bem recebida, hora não sendo nem ao menos atendida pelas pessoas com as quais buscava algum tipo de informação. Como inspiração para escrever o documentário, diz que assistiu a diversos filmes de filhos de militantes

Questionada sobre a escolha da trilha sonora, confessa que demorou para selecionar as músicas e que foram escolhas bastante pessoais, músicas que remetiam à sua infância e o decorrer da sua vida, dando ênfase ao violonista Mário da Silva. Sobre novos projetos, Flavia afirma que tem escrita uma ficção que envolve adolescência, literatura e memória. Aguardemos.

Por: Amanda Bechlin

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