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O cineasta e roteirista Cláudio Torres concedeu uma mini-coletiva à imprensa, na tarde da última quinta-feira (25/08), e o Cinema na Rede participou na conversa. Na ocasião, o responsável pelo sucesso de bilheteria A Mulher Invisível, comentou sobre sua paixão pelo cinema fantástico, e falou sobre O Homem do Futuro, seu novo filme, que vai estrear no circuito nacional na próxima sexta-feira (02/09). O longa conta com Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão no elenco, e traz a história de um cientista maluco que viaja no tempo com o propósito de consertar um erro que cometeu há 20 anos.

Bem humorado, Cláudio Torres falou que assistia a programas e seriados de ficção científica na infância, e é fã de cinema fantástico e de ‘filme-pipoca’. Garante que é o tipo de pessoa que vai assistir Capitão América na primeira sessão. O tema viagem no tempo, explorado no filme O Homem do Futuro, é abordado ao longo das últimas décadas pelo cinema, e mexe com o imaginário de adultos e crianças de várias gerações. No entendimento do cineasta, há uma explicação: “o filme de paradoxo de tempo é quase um gênero à parte no cinema. O cinema é o único lugar do mundo onde você pode voltar no tempo, e voltar no tempo é um desejo universal”.

O Homem do Futuro é apresentado como um filme leve e romântico. De acordo com o diretor, a história surgiu após uma cena de A Mulher Invisível, em que o personagem do ator Selton Mello conversa com si próprio; “me interessou fazer um filme sobre um cara que se encontrava com ele mesmo. Veio um pouco da pergunta. O que eu diria pra mim mesmo 20 anos atrás?”. Os efeitos especiais, da mesma forma que em Redentor (2004), marcam presença na ficção científica de Torres. De lá para cá, porém, as possibilidades de criação dos efeitos gráficos são outras. O cineasta explica: “foi mais fácil hoje em dia. As máquinas estão melhores, mais rápidas; o Redentor foi mais anacrônico, foi uma loucura fazer aquilo”. 

Wagner Moura interpreta o cientista Zero. É a primeira vez que um dos mais bem sucedidos atores do cinema nacional trabalha com Torres, que o elogia pela dedicação nas filmagens. “Ele é um ator que gosta de ensaiar, ele pediu por isso. Todos os meus filmes eu ensaio. Eu não acho a cena no set, porque é muito constrangedor você ficar procurando a cena com cinco maquinistas de braços cruzados esperando”, aponta. A atriz Alinne Moraes, por outro lado, foi descoberta por Cláudio, quando ele viu e gostou da participação da moça na novela Viver a Vida, em que ela interpretou uma tetraplégica.

É impossível falar em Cláudio Torres e ignorar os símbolos da cultura pop. Ele não esconde de ninguém que filmes como a trilogia De Volta para o Futuro, Efeito Borboleta, Carrie, a Estranha e os nacionais A Máquina e A Dona da História são influências na concepção de O Homem do Futuro. A música não fica de fora. O clássico Tempo Perdido da Legião Urbana, tem importância fundamental no filme, e é cantada por Wagner e Alinne. “Desde o roteiro que eu queria fazer o epicentro da coisa ser ao redor de um número musical”, declara. Como Wagner Moura já havia cantado Legião no filme VIPs, havia certa apreensão em pôr um tema musical da banda de Brasília. Cogitou-se uma canção do Tim Maia. Mas, no fim, venceu o clássico de Renato Russo. By my Side, do INXS, e It´s the End of the World as we Know it, do R.E.M., são algumas das canções que tocam no longa.As músicas do filme vieram do meu Ipod”, empolga-se. Mais pop, impossível.


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  1. Obrigado, Cláudio é um diretor que ao longo do tempo tem mostrado um crescimento na tela pequena e grande. Um exemplo de sua evolução é Magnifica 70. Esta é uma série da HBO, muito bom (hbo programação). Eu gostava de mim desde o início, porque ele fala da ditadura brasileira a partir da posição do filme e um pouco de filmes eróticos. A censura é evidente para as críticas dos filmes governo e pornográficos, mas nesta série falando sobre sexo não é importante porque eles mostram um modo de vida fora da lei e dentro da lei. Eu recomendo ambas as estações.

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