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As novas tecnologias têm contribuído cada vez mais para que a geração dos nativos digitais tenha contato com filmes e personagens clássicos da história do cinema, ou para que antigos fãs possam desfrutar novamente suas histórias favoritas nas telonas ou em formatos avançados de home video. Pensando nisso, a Disney acerta em cheio com uma eficiente ação de relançamento de O Rei Leão, em inédita versão 3D, que ficará duas semanas em cartaz nos cinemas brasileiros, a partir de 26/08, e estará disponível em Blu-ray de alta definição no fim de setembro (28/09).

Filmes convertidos ao 3D não têm o impacto visual que obras filmadas com os recursos desta tecnologia causam, mas ter a oportunidade de rever os cenários épicos e os personagens impagáveis do filme mais vendido de todos os tempos é para encher os olhos de qualquer cinéfilo. Afinal, quem nunca se emocionou com O Rei Leão? Lançado pela primeira vez em 1994, a animação de Roger Allers e Rob Minkoff ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original (de Hans Zimmer) e melhor canção original (Elton John e Tim Rice, por Can You Feel the Love Tonight), além do Globo de Ouro de melhor longa-metragem Comédia/ Musical.

A técnica de animação utilizada na colorida savana africana de O Rei Leão não pode ser considerada ultrapassada, mas os traços marcantes da década de 1990 se distanciaram das técnicas empregadas atualmente, principalmente pela escola francesa, mais intimista e surrealista, representada pelo recente O Mágico, e pela evolução estética dos estúdios estadunidenses, que abusam, com deslumbrante eficiência, dos atuais recursos tecnológicos. Mas, mesmo assim, a emoção transmitida pelo roteiro de Irene Mecchi, Jonathan Roberts e Linda Woolverton continua impactante e a morte de Mufasa, sem dúvida, ainda é uma das mais trágicas da história do cinema.

Claramente baseado em Hamlet, O Rei Leão tem como personagens principais membros de uma família real; os planos maquiavélicos, as traições e a luta pelo poder remontam à tragédia Shakespeareana. Mas, o conflito entre Simba, o herdeiro do rei Mufasa, e seu invejoso tio Scar lugar à comédia na segunda metade do longa, quando Simba conhece a hilária dupla Timão e Pumba, e a turma do Hatuna Matata entra em cena. Permeando toda a obra, os números musicais são marcantes – não se surpreenda se sair do cinema cantarolando The Lion Sleep’s Tonight.

A luta do bem contra o mal, representada pelo reino ensolarado de Mufasa e do postulante ao trono Simba, contra as trevas da caverna de Scar e o clima soturno do seu exército de hienas, tem como pano de fundo e moral da história o ciclo da vida e o modo como nos relacionamos com o tempo de colocar em prática nossas responsabilidades – inclusive com referências bíblicas e mitológicas, como a passagem de Simba pelo deserto. O herói criança-leão precisa decidir se esquece o passado ou aprende com ele, para enfrentá-lo em busca de redenção, mesmo sabendo que “mudar é bom, mas é difícil”.




O Rei Leão (The Lion King) – 89 min 
EUA – 1994
Direção: Roger Allers, Rob Minkoff 
Roteiro: Irene Mecchi, Jonathan Roberts, Linda Woolverton 
Dublagem Original: Matthew Broderick, Niketa Calame, Jim Cummings, James Earl Jones, Nathan Lane, Ernie Sabella, Jeremy Irons, Whoopi Goldberg, Cheech Marin

Estreia: 26 de agosto.

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  1. Um adendo é HAKUNA e nçao Hatuna!

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  2. Anônimo, na versão brasileira Hakuna é cantado como Hatuna, como você pode ver clicando no link do vídeo, inserido em 'Hatuna Matuta', ok?

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