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Os elementos do cinema fantástico permeiam a obra de Cláudio Torres. Fanático por ficção científica, o cineasta trouxe algo novo para o cinema brasileiro em Redentor e A Mulher Invisível, com o uso de efeitos visuais e tramas que fogem do padrão do mainstream nacional. Com referências claras à trilogia De Volta para o Futuro, O Homem do Futuro, novo trabalho de Torres, mescla comédia romântica com ficção. O filme acerta pelo tom leve, o humor preciso – há de se louvar o fato de não existir sequências escatológicas –, e a ambientação hi-tech, concebida com primor. Sem contar, é claro, a poderosa dupla de protagonistas.

Zero (Wagner Moura, de VIPs) é um cientista excêntrico que, durante um acidente no acelerador de partículas em que trabalha, viaja no tempo, e volta 20 anos, quando reencontra Helena (Alinne Moraes), por quem sempre foi apaixonado. Há, então, a possibilidade de reconquistá-la e consertar o passado, para modelar o futuro conforme as próprias expectativas. É preciso, contudo, contar com as consequências nem sempre desejáveis da intervenção no destino.

Dotado de um humor leve, O Homem do Futuro não possui ingredientes para arrancar gargalhadas intermináveis, mas traz piadas inteligentes e sutis, com foco na comparação entre os tempos. É hilária, por exemplo, a sequência em que o personagem de Wagner Moura, em 1991, pergunta se pode fumar num bar. A curta participação de Gregório Duvivier (de Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!) é, igualmente, especial.

A concepção visual é o principal mérito da obra de Torres. Além dos eficientes efeitos especiais nas viagens no tempo, a cenografia é precisa ao preencher cada década com detalhes específicos. Ponto alto para o baile dos universitários e o número musical, repleto de jovens adultos fantasiados. As sequências contaram com 400 figurantes de Paulínia, que vibraram quando Wagner Moura e Alinne Moraes cantaram o clássico Tempo Perdido, da Legião Urbana. Versão vibrante e bem executada, diga-se de passagem.

Wagner Moura, como sempre, tem domínio completo do seu personagem em cena, ou melhor; das três versões de Zero. É possível sentir pena deste que já vivenciou o explosivo Capitão Nascimento, no papel de um adolescente inseguro. As nuances interpretativas do ator são intermináveis. A bela – e competente – Alinne Moraes não é ofuscada pelo colega de cena. Química perfeita.

As idas e vindas no tempo, porém, cansam em determinado momento. O roteiro, em certo ponto, é redundante, pois quando o personagem se desloca com o propósito de corrigir determinado feito no passado, é fácil para o espectador identificar as consequências da ação, antes mesmo delas virem à tona. Não há surpresas. Não há o propósito de surpreender. Mas isso faz falta em uma obra de ficção, com montagem frenética e ritmo arrojado.

O equívoco não compromete O Homem do Futuro, pois há várias qualidades na obra. Não existe revolução técnica e temática no filme, mas Cláudio Torres traz, sem dúvidas, frescor ao cinema comercial. É possível fazer sucesso com ficção no Brasil, gênero tão comum nos Estados Unidos. O Homem do Futuro é alavancado pela riqueza gráfica, ritmo e protagonistas bem construídos. Fatores que justificam o sucesso. E, para terminar, se você sair do cinema com o Tempo Perdido na cabeça, saiba que não é o único.

O Homem do Futuro – 103 min
Brasil – 2011 
Direção e Roteiro: Claudio Torres 
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça, Gabriel Braga Nunes, Fernando Ceylão 
Participações Especiais: Rodolfo Bottino, Gregório Duvivier, Jean Pierre, Rogério Fróes, Lívia de Bueno

Estreia: 02 de setembro.

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  1. Eta filminho ruim, sair antes do final, antes nao tivesse
    entrado, o wagner como sempre ruimmmmm! MUDE DE PROFISSAO!

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  2. Falar que o Wagner Moura é ruim só pode ser por despeito,. Pare de ser invejoso.

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  3. Gostei! É leve, divertido, infantil e a Alinne Moraes e o Wagner Moura estão ótimos. Mas nao chega a ser um filme para gargalhadas... Paulo Meireles

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  4. Adorei o filme.
    Acho que o filme cumpriu seu objetivo, muito bom. Quando eu e minha mulher entramos no cinema, nossa expectativa estava lá em baixo!! Mas quando saímos, parecia que nós mesmos tínhamos voltado no tempo. Muito bacana!
    Cinema nacional 10 - cinema americano 0; Aliás, não sai mais um filme que preste dos EUA: quem viu lanterna verde, Thor e Conan pode falar melhor! quem assiste um vê todos! Faz falta um Avatar, Forest Gump, Matrix (o primeiro, pois o Matrix 2 e 3 não deveriam ter existido).

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  5. Muito bom o filme. Wagner Moura cada vez mais se supera, pois fazer comédia não é para qualquer um. Pena o Gregório Duvivier aparecer tão pouco. Uma bela produção e ainda de quebra, saímos cantando "Tempo Perdido" por dias e dias... Valeu

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  6. Venho contrariar aos críticos negativistas de plantão, que, estão acostumados a criticar o trabalho dos outros por não ter a capacidade de fazer melhor.
    Eu observei este filme do inicio ao fim com um olhar cético, porém, ao ver o novo padrão de cinema brasileiro desenvolvido pelo Claudio Torres, pude perceber que me deparei simplesmente com um dos melhores filmes com padrão internacionais que já assistir. A obra não fica devendo nada para os americanos em termos de ficção cientifica e histórias de romances que tanto emociona o público e tão pouco pela atuação dos seus inúmeros atores e atrizes consagrados.
    A atuação de todo o elenco deste filme, O HOMEM DO FUTURO, é impecável, e faz desse filme uma alavanca histórica para outros mais desse gênero.

    Acredito que para se ter sucesso não precisamos de cenas de sexo, misticismo, crimes e palavrões.
    Precisamos apenas de um diretor com alma de diretor e um bom roteiro...pois, temos um excelente celeiro de ótimos atores e atrizes aqui...no BRASIL.

    Parabéns ao Claudio Torres , Wagner Moura, Alinne Moraes e grande elenco, vocês estão simplesmente maravilhosos e o poema do Renato Russo caiu como uma luva para este filme.

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  7. Alexandre Figueiredo17 de abril de 2012 19:16

    O filme tem algumas cenas de efeitos especiais que não é comum em produções brasileiras, mas mesmo assim não consegue fazer o filme decolar. De bom só a atuação de Wagner Moura que é um ótimo ator.

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