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Vampiros, lobisomens e zumbis já resultaram em diversos bons filmes (e outros nem tanto) e boas bilheterias.  Por isso volta e meia ocupam as telas de cinema e da TV. Dylan Dog e as Criaturas da Noite, de Kevin Munroe (de As Tartarugas Ninja: O Retorno), parece querer pegar carona na atual onda de sucesso de produções desse tipo, mas não chega a empolgar, fazendo crer que a safra já se esgotou.

Brandon Routh (que foi o último Super-Homem, em Superman Returns), interpreta Dylan, um detetive particular que, desde a morte de sua namorada, aposentou-se das investigações envolvendo fenômenos sobrenaturais e sobrevive de casos de traição e fraudes de seguro. Quando é convocado pela bela Elizabeth (Anita Briem) para investigar a morte de seu pai em circunstâncias misteriosas, velhas lembranças o assaltam e ele tenta se afastar do caso. Mas, após seu assistente Marcus (Sam Huntington) também ser atacado, ele resolve voltar à ativa.

Contra sua vontade, Dylan acaba se envolvendo novamente na guerra entre vampiros e lobisomens, liderados por Vargas (Taye Diggs) e Gabriel (Peter Stormare) respectivamente, que buscam uma relíquia que dará poderes extraordinários a quem a obtiver. Ludibriado por uns e atacado por outros, ele tentará voltar a ser o mediador, para evitar um conflito maior. Ao mesmo tempo, tem que proteger Elizabeth, que poderá ser o próximo alvo dos monstros.

Baseado em quadrinhos italianos de mesmo nome, de autoria de Tiziano Sclavi, o filme é um pastiche de histórias de horror, comédia e film noir. Apela para vários clichês: como não poderia deixar de ser, a trama se passa em Nova Orleans; o protagonista é um detetive solitário e angustiado que narra a história; os vampiros estão sempre elegantemente vestidos e frequentam lugares chiques.

Com o elenco certo, o ritmo adequado e despretensão, poderia dar certo como uma comédia de horror, como Zumbilândia (Zombieland), estrelado por Woody Harrelson, só para citar uma. Routh, no entanto, não tem a verve de Harrelson e ainda carrega aquela aura do “homem de aço”, não segurando o papel de investigador que vive num muquifo, combate asquerosos zumbis, vampiros e lobisomens e ainda engrena um romance com a mocinha da história.

O responsável pelos melhores momentos acaba sendo o coadjuvante Sam Huntington, que custa a adaptar-se à condição de zumbi, o que provoca várias situações engraçadas. Taye Diggs, veterano em comédias, também dá conta do recado, enquanto o restante do elenco não chega a convencer. Os efeitos especiais são interessantes, e um toque de humor simpático é a homenagem ao autor dos quadrinhos, por intermédio do personagem Sclavi.



Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night) – 107 min
EUA 2010
Direção: Kevin Munroe
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer – Baseado nos quadrinhos de Tiziano Sclavi
Elenco: Brandon Routh, Peter Stormare, Sam Huntington, Taye Diggs, Anita Briem

Estreia: 12 de agosto.

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  1. Realmente, sua resenha foi boa. Sem entregar nenhum spoiler, você conseguiu com argumentos, manter sua análise sobre o filme. Eu também não gostei, com essa ideia sobre as criaturas que sempre fizeram parte da literatura/do cinema de terror, temos outros filmes melhores e com roteiros mais aprimorados. Também considero que o personagem de Sam Huntington consegue segurar um pouco o filme, sobretudo por conta da não-aceitação de sua condição. Bom blog, organizado, bem escrito e com personalidade.

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